Ibovespa cai 1,52% com Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e bancos em baixa
O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (24) em forte queda, pressionado pelo recuo das principais blue chips da bolsa e pela cautela dos investidores diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e das incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio. O principal índice da B3 fechou em baixa de 1,52%, aos 174.041,95 pontos, mas ainda acumulou alta de 0,19% na semana.
A queda do petróleo, após o barril do Brent voltar a ficar abaixo de US$ 100, pesou sobre as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), enquanto Vale (VALE3) e os grandes bancos também contribuíram para o desempenho negativo do índice.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: fechou em leve queda de 0,06%, cotado a R$ 5,081, refletindo a redução dos preços do petróleo e o recuo dos juros futuros no mercado doméstico.
Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e bancos pressionam o Ibovespa
O movimento de realização nas commodities foi o principal fator de pressão para a bolsa brasileira. Com o Brent recuando 3,88%, para US$ 96,78 por barril, as ações da Petrobras (PETR3) caíram 2,36%, enquanto PETR4 recuou 1,72%.
Já Vale (VALE3) perdeu 0,58%, devolvendo parte dos ganhos registrados após a divulgação de seus dados operacionais no início da semana.
Entre os bancos, o desempenho também foi negativo. Banco do Brasil (BBAS3) caiu 2,77%, Bradesco (BBDC4) recuou 1,28%, Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 1,08% e Santander Brasil (SANB11) fechou em baixa de 1,09%.
Na ponta negativa do índice, Isa Energia (ISAE4) liderou as perdas, com queda de 7,16%, após precificar sua oferta primária de ações. Entre os destaques positivos, Yduqs (YDUQ3) avançou 3,05%, Telefônica Brasil (VIVT3) ganhou 2,22% e TIM (TIMS3) subiu 1,04%.
Mercado acompanha cenário externo e temporada de balanços
Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o Ibovespa voltou a apresentar desempenho inferior ao dos mercados internacionais, mesmo com a queda dos juros futuros e do dólar no Brasil.
Para o analista, a preocupação com o cenário fiscal segue sendo um dos principais fatores que limitam o desempenho da bolsa brasileira, enquanto a aproximação do calendário eleitoral tende a aumentar a volatilidade nas próximas semanas.
Já Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, afirmou que o dólar interrompeu a sequência recente de perdas ao longo do dia refletindo um ambiente global de maior aversão ao risco, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio. Segundo ele, o fortalecimento da moeda americana ocorreu diante da busca por proteção dos investidores, enquanto a bolsa brasileira acompanhou o movimento de cautela observado nos mercados emergentes.
Na próxima semana, o foco dos investidores se volta para o início mais intenso da temporada de balanços do segundo trimestre, além da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), que deve dividir as atenções com o cenário geopolítico e fiscal.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quinta-feira (23), foi de 176.723,62 pontos, com queda de 0,46%.