Ibovespa sobe 1,36%, puxado por Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Bradesco (BBDC4); Cyrela (CYRE3) dispara 8,7%

O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira (13) com alta de 1,36%, aos 119.263,89 pontos. A mínima do dia foi de 117.668,13 pontos, enquanto a máxima alcançada foi de 119.739,09 pontos. O volume financeiro do dia somou R$ 20,7 bilhões.

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O Ibovespa evitou perdas pela segunda sessão, nesta quinta-feira, 13, decididamente no campo positivo sem esmorecer no fechamento, aos 119 mil pontos – diferentemente de ontem, quando perdeu força e quase entregou o sinal positivo no fim do dia.

Desde 14 e 15 de junho, a referência da B3 não conseguia emendar dois ganhos diários. Com o desempenho desta quinta-feira, o Ibovespa volta a subir no mês (+1,00%), revertendo também ao positivo na semana (+0,31%) – no ano, avança 8,68%.

“Alta forte do Ibovespa, mantendo a recuperação desde o fim de março, em velocidade rápida desde os 98 mil até a região dos 120 mil pontos, ficando meio de lado nas últimas três semanas. Quando há retomada intensa, sem correção, mostra resiliência. O ambiente macro ainda é de compressão de risco, o que se vê desde o arcabouço fiscal e, depois, com a queda da inflação – agora, com a reforma tributária aprovada na Câmara -, o que ampara a visão de que o Copom inicie o corte de juros”, diz Felipe Moura, analista e sócio da Finacap Investimentos.

A alta do Ibovespa hoje foi puxada principalmente por ações de peso no índice, como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Bradesco (BBDC4), que performaram bem no dia de hoje (13):

  • Petrobras ON (PETR3): +1,46%
  • Petrobras PN (PETR4): +1,58%
  • Vale (VALE3): 2,33%
  • Bradesco ON (BBDC3): +2,03%
  • Bradesco PN: (BBDC4): +2,48%

Sem muitos catalisadores internos para orientar os negócios na sessão, o impulso ao Ibovespa se concentrou na inflação ao produtor abaixo do esperado para junho nos Estados Unidos, na medida em que, na agenda global, controle da inflação vis-à-vis o nível em que já estão as taxas de juros continua a ser tema central, aponta Bruna Centeno, sócia e especialista da Blue3 Investimentos. “Aumenta assim a expectativa de que o Fed, ao fim da próxima reunião, já possa vir com tom menos duro”, diz.

Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que, apesar dos efeitos da política monetária restritiva do G20 estarem aparecendo, e de a inflação estar diminuindo, a pressão dos preços continua alta e os esforços desinflacionários provavelmente levarão tempo. Dessa forma, a prioridade da política monetária deve ser trazer a inflação de volta à meta e manter as expectativas ancoradas, acrescenta o FMI.

Nos Estados Unidos, a presidente da distrital do Federal Reserve (Fed) em São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta quinta-feira que ainda é “razoável” esperar mais duas altas de juros este ano. Em entrevista à CNBC, a dirigente defendeu que seria prematuro declarar vitória contra a inflação nos Estados Unidos, apesar da desaceleração do índice de preços ao consumidor (CPI).

Maiores altas e baixas do Ibovespa

A alta do Ibovespa hoje ficou alinhada com as bolsas dos Estados Unidos, que também avançaram nesta sessão:

  • Dow Jones: +0,14%, aos 34.394,29 pontos;
  • S&P500: +0,85%, aos 4.509,96;
  • Nasdaq: +1,58%, aos 14.138,57 pontos.

Já o dólar à vista terminou o dia de hoje (13) em baixa de 0,57%, a R$ 4,7903. Na mínima diária, a moeda norte-americana registrou R$ 4,7873.

O que movimentou o Ibovespa hoje?

Segundo Lucas Almeida, especialista em mercado de capitais e sócio da AVG Capital, o índice voltou a negociar acima dos 119 mil pontos, com os ativos de maior participação subindo hoje (13), como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).

Ele destaca que a alta do minério de ferro impulsionou os papéis do setor de commodities, como Usiminas (USIM5) e Vale. Além disso, a alta do petróleo contribuiu para o bom desempenho de papéis do setor, como Petrobras e 3R Petroleum (RRRP3).

“Também tivemos dados micros bons com prévias operacionais de algumas empresas com resultados acima do esperado, principalmente no setor de construção civil, com destaque para Cyrela (CYRE3), diz Almeida.

No Brasil, o CNI melhorou as projeções para os juros com Selic encerrando 2023 a 11,75% ao ano, ante 12% da estimativa anterior. A expectativa do dólar ao fim do ano foi ajustada para R$ 4,90 ante R$ 5,35. Do mesmo modo, projeta-se um crescimento para o agronegócio.

Hoje o mercado também repercutiu dados melhores do que o esperado sobre a inflação dos EUA, além de um PPI abaixo do esperado, o que dá mais motivos para uma possível baixa nos juros no Brasil em breve.

Entre as quedas do Ibovespa hoje, um dos destaques é a Yduqs (YDUQ3), após divulgação de um relatório do Morgan Stanley. “Na minha visão a ação subiu mais de 100% nos últimos 2 meses, então pode estar passando hoje por um movimento de realização de lucros e realocação de portfólio pressionando a queda no papel”, explicou o especialista.

Já nas altas do Ibovespa, um dos principais destaques foi a Cogna (COGN3), que avança depois do mesmo relatório aumentar a recomendação do papel de venda para neutra.

O Morgan Stanley aponta que os múltiplos da Cogna parecem mais ricos em comparação com seus pares do setor. Ainda na esteira de altas do dia, Cyrela é um dos destaques após apresentar resultados operacionais surpreendentes no segundo trimestre de 2023 (2T23).

“Os números operacionais foram considerados fortes e a ação tem recomendação de compra por diversos agentes econômicos mesmo após fortes altas no ano. Acredita-se que o bom momento da empresa deve continuar”, aponta Almeida.

Ibovespa nesta quinta (13)

O Ibovespa terminou a sessão de ontem (12) com uma valorização de 0,09%, aos 117.666,49 pontos.

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João Vitor Jacintho

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