Ibovespa fecha semana no azul e mira agosto com aposta em corte da Selic

O Ibovespa encerrou a semana em alta e voltou ao maior patamar desde o início de junho, impulsionado pela leitura de que a desaceleração da economia brasileira pode abrir espaço para um novo corte da taxa Selic em agosto. O principal índice da B3 avançou 0,74% nesta sexta-feira (3), aos 174.070,27 pontos, após oscilar entre a mínima de 172.790,39 pontos e a máxima de 174.664,35 pontos. O volume financeiro somou R$ 12,62 bilhões, reduzido pelo feriado da Independência nos Estados Unidos.

A produção industrial brasileira abaixo do esperado reforçou as apostas em juros menores, enquanto a baixa liquidez direcionou o foco dos investidores para o mercado doméstico. Com isso, o Ibovespa acumulou alta de 0,45% na semana, reduziu as perdas de junho e ampliou o ganho para 8,03% em 2026.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: R$ 5,16
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  • Variação: queda de 0,15%

Fechamento das bolsas americanas

As bolsas de Nova York permaneceram fechadas nesta sexta-feira devido ao feriado da Independência dos Estados Unidos.

Maiores altas e baixas

Entre os destaques positivos do pregão estiveram Ultrapar (UGPA3), beneficiada por notícias envolvendo a Ipiranga, além de CSN (CSNA3) e Magazine Luiza (MGLU3), favorecidas pela queda dos juros futuros.

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Na ponta negativa, ISA Energia (ISAE4) liderou as perdas após anunciar um aumento de capital, enquanto Engie Brasil (EGIE3) e Marfrig (MRFG3) também figuraram entre as maiores baixas.

Segundo Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, o principal vetor para a alta do mercado foi o desempenho dos bancos em um pregão de baixa liquidez. Para ele, a leitura de um mercado de trabalho mais fraco nos Estados Unidos fortaleceu a percepção de que o Federal Reserve poderá manter uma postura menos restritiva, beneficiando ativos de risco. Ainda assim, o especialista pondera que o baixo volume negociado limita a força desse movimento.

O mercado também acompanhou a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que mostrou recuo de 0,2% da produção industrial em maio. Apesar da surpresa negativa para a atividade, o dado foi interpretado como um fator que pode favorecer um ambiente de juros mais baixos nos próximos meses.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quinta-feira (2), foi de 172.787,62 pontos, com alta de 0,64%.

Maíra Telles

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