Ibovespa ganha fôlego com payroll, mas reduz alta em meio a ruídos fiscais e políticos
O Ibovespa aproveitou o alívio trazido pelo mercado de trabalho dos Estados Unidos para respirar nesta quinta-feira (2), mas terminou o pregão longe das máximas do dia. O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 0,64%, aos 172.787,62 pontos, após oscilar entre a estabilidade na abertura e a máxima de 174.425,69 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,57 bilhões.
A criação de apenas 57 mil vagas de trabalho nos Estados Unidos em junho, abaixo das expectativas do mercado, reduziu as apostas de que o Federal Reserve precisará elevar os juros ainda neste ano. O movimento impulsionou os ativos de risco pela manhã, mas o avanço perdeu força com a piora das bolsas americanas, o aumento das preocupações fiscais no Brasil e os novos ruídos políticos envolvendo as relações entre Brasília e Washington.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: R$ 5,17
Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o mercado passou a enxergar um cenário mais favorável para ativos de risco após o payroll mais fraco, reduzindo a percepção de pressão por juros mais altos nos Estados Unidos. Para o especialista, esse ambiente pode favorecer uma retomada gradual do fluxo para mercados emergentes.
Fechamento das bolsas americanas
- Dow Jones: -0,44%
- S&P 500: -0,31%
- Nasdaq: -0,48%
Os índices de Nova York encerraram em baixa, com investidores ajustando posições antes do feriado da Independência dos Estados Unidos e reavaliando os efeitos do payroll sobre a política monetária americana.
Maiores altas e baixas do Ibovespa
Entre os destaques positivos do pregão estiveram Banco do Brasil (BBAS3), Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e as transmissoras Taesa (TAEE11) e ISA Energia (ISAE4).
Já na ponta negativa, empresas ligadas ao petróleo perderam força ao longo da tarde, embora Petrobras (PETR4) tenha conseguido encerrar o dia no campo positivo, acompanhando um pregão marcado por maior volatilidade.
Apesar da recuperação desta quinta-feira, o mercado seguiu cauteloso. A melhora inicial proporcionada pelo payroll foi parcialmente anulada pela alta dos juros futuros, pelas incertezas fiscais e pelos ruídos políticos envolvendo as relações entre Brasil e Estados Unidos, fatores que continuam limitando um movimento mais consistente de valorização da Bolsa brasileira.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quarta-feira (1º), foi de 171.688,61 pontos, com queda de 0,20%.