Ibovespa fecha em baixa de 0,33%, com ganho de 2,92% no ano

Ibovespa fecha em baixa de 0,33%, com ganho de 2,92% no ano
O Ibovespa encerrou as negociações na última quarta-feira com uma baixa de 0,82%, a 119.646,40 pontos.

O Ibovespa manteve o nível de 119 mil pontos pela terceira sessão consecutiva, chegando à inédita marca de 120 mil pontos no melhor momento do dia, mas não encontrou fôlego para romper a máxima histórica de fechamento, de 119.527,63, estabelecida em 23 de janeiro.

Nesta última sessão de 2020, após quatro ganhos seguidos, o Ibovespa encerrou em leve baixa de 0,33%, aos 119.017,24 pontos, tendo oscilado entre a mínima de 118.919,43 e o novo pico histórico intradia, de 120.149,85, revogando a marca que vigorava desde 24 de janeiro, então a 119.593,10 pontos.

O giro financeiro totalizou R$ 32,5 bilhões neste último dia de ajuste de carteira.

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Desempenho do Ibovespa no ano

No ano, vindo de alta de 31,58% em 2019, a maior desde 2016, o Ibovespa alcançou leve avanço de 2,92%, assegurado pelo sprint nos dois últimos meses de 2020: ganho de 9,30% em dezembro, após salto de 15,90% em novembro, o maior desde a recuperação iniciada em abril (+10,25%), interrompida entre agosto e outubro.

O Ibovespa chegou a acumular perda de 45% no auge da crise, no fechamento de 23 de março, então aos 63.569,62 pontos.

Após perda 8,43% em fevereiro e tombo de 29,90% em março, ainda no início da pandemia, o Ibovespa teve uma recuperação de 40,93% até o começo do segundo semestre, encerrando a série abril-julho acima da sequência positiva de quatro meses entre fevereiro e maio de 2009, quando o Ibovespa teve avanço de 39,32%.

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Assim, o desempenho do Ibovespa entre abril e o fechamento de julho foi o melhor desde o agregado de 46,54% entre setembro e dezembro de 2003, segundo o AE Dados.

Recuperação foi retomada em novembro

Contudo, a recuperação sofreu revés a partir de agosto e só viria a ser restaurada em novembro, com o retorno do investidor estrangeiro à B3, em fluxo líquido recorde de R$ 33,3 bilhões naquele mês, o maior da série iniciada em 1995.

No dia 23 de janeiro, quando o Ibovespa renovou máxima histórica de fechamento, aos 119.527,63 pontos, o índice dolarizado estava em 28.688,46 e, no encerramento de 2019, a 28.826,29 pontos. No encerramento de abril, primeiro mês do ciclo de retomada do índice, o Ibovespa dolarizado estava a 14.802,41 pontos, refletindo avanço do índice no mês (+10,25%), acima do observado no dólar (+4,66%).

Agora, no fechamento de 2020, o índice em dólar ficou em 22.937,77, com a moeda à vista em baixa de 2,95% no mês, e o Ibovespa dolarizado vindo de 20.368,35 pontos no encerramento de novembro. No ano, o dólar à vista subiu 29,34%.

(Com Estadão Conteúdo)

Redação Suno Notícias

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