Ibovespa freia rali, fecha estável e mercado volta atenções para decisões de juros

Ibovespa interrompeu a sequência de recordes nesta segunda-feira (26) e fechou perto da estabilidade, em um pregão de correção após a forte alta das últimas sessões. O principal índice da B3 encerrou o dia com leve variação negativa, aos 178.720,68 pontos, enquanto investidores ajustaram posições e passaram a concentrar as atenções nas decisões de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve, previstas para esta semana.

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Segundo Danilo Coelho, economista e especialista em investimentos, o movimento foi típico de realização após uma arrancada expressiva. “O índice saiu da casa dos 165 mil pontos para perto de 180 mil em poucos dias. Hoje vemos um ajuste natural, principalmente nos setores que vinham de máximas históricas”, afirma.

O mercado também repercutiu o telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, além de dados da balança comercial brasileira e a expectativa pelo IPCA-15, que será divulgado nesta terça.

Cotação do dólar hoje

O dólar acompanhou o enfraquecimento global da moeda americana e fechou em queda de 0,12%, a R$ 5,2797. De acordo com Bruno Shahini, da Nomad, o movimento refletiu a fraqueza do DXY e a busca por proteção antes das decisões de juros nos Estados Unidos. “A proximidade da decisão do Fed elevou a cautela dos investidores, enquanto a queda das commodities limitou uma valorização maior do real”, explica.

Bolsas dos EUA

  • Dow Jones: +0,64%
  • S&P 500: +0,50%
  • Nasdaq: +0,43%

Maiores altas e baixas

Entre os pesos-pesados, Vale (VALE3) caiu quase 3% após divulgar extravasamento de sedimentos em mina em Minas Gerais, liderando as perdas do índice. Já Petrobras (PETR4) avançou pelo sétimo pregão consecutivo, mesmo com o petróleo mais fraco.

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Danilo Coelho observa que a realização se concentrou em energia e indústria. “Empresas como Usiminas e Eneva recuam após máximas recentes, enquanto papéis ligados ao ciclo de queda de juros começam a reagir”, diz.

Entre as maiores altas, destaque para ações sensíveis a juros e crédito, como Localiza e Natura, além de empresas industriais em recuperação. Já entre as quedas, sobressaíram papéis que vinham de forte rali recente, como Cemig, Usiminas, Axia e Eneva.

O mercado também registrou queda nos juros futuros mais longos, refletindo percepção de risco menor no horizonte estendido. “Há uma leitura de cenário eleitoral mais previsível e menor risco global no longo prazo”, acrescenta Coelho.

Assim, o Ibovespa encerra o dia em compasso de espera, com investidores reduzindo o ritmo. A direção dos próximos pregões deve depender do tom das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

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Maíra Telles

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