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Ibovespa cai com tensão entre EUA e Irã e fecha abaixo dos 169 mil pontos

O Ibovespa

O Ibovespa

O Ibovespa voltou ao campo negativo nesta quarta-feira (10), pressionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela forte queda das bolsas americanas. O principal índice da B3 fechou em baixa de 0,70%, aos 168.619,26 pontos, após oscilar entre a máxima de 169.812,46 pontos e a mínima de 168.070,99 pontos.

O movimento ocorreu após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a elevar o tom contra o Irã. O republicano afirmou que o país “demorou muito para negociar” e que poderá sofrer uma resposta “com muita força” dos norte-americanos.

A reação dos mercados foi imediata, ampliando a aversão ao risco em escala global e pressionando ativos de países emergentes, como o Brasil.

Segundo Vitor Kayo, economista da Nomad, o câmbio e os mercados reagiram às notícias em tempo real.

“A escalada das tensões no Oriente Médio pressiona o câmbio para cima. O aumento da aversão ao risco, aliado ao temor de alta no preço do petróleo e de uma inflação mais persistente no mundo, eleva as expectativas de juros no exterior, o que atrai capital para fora do Brasil e deprecia o real”, afirmou.

Ibovespa acompanha piora do cenário externo

Além das preocupações geopolíticas, investidores monitoraram os dados de inflação dos Estados Unidos.

O índice de preços ao consumidor (CPI) trouxe algum alívio ao mercado ao mostrar resultado em linha com as expectativas no índice cheio e abaixo do esperado no núcleo da inflação. Ainda assim, o efeito positivo foi limitado pela escalada das tensões entre EUA e Irã.

Segundo Kayo, os dados ajudaram temporariamente a reduzir as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve.

“Isso favorece o diferencial de juros entre o Brasil e o exterior, tornando os ativos domésticos mais atrativos e contribuindo para a valorização do real”, explicou.

Cotação do dólar hoje

Apesar da aversão ao risco global, a moeda americana encerrou o dia em leve queda frente ao real.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Maiores altas

Maiores baixas

As petroleiras foram beneficiadas pelo prêmio de risco embutido nos preços do petróleo, diante dos temores envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte da commodity.

Já empresas ligadas ao consumo, tecnologia e varejo lideraram as perdas, pressionadas pelo avanço dos juros futuros e pelo aumento da cautela dos investidores.

Nos Estados Unidos, o movimento foi ainda mais intenso. Os principais índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda:

Além da geopolítica, os investidores seguem avaliando os impactos de uma inflação ainda resistente nos EUA e os possíveis próximos passos do Federal Reserve.

Enquanto isso, o mercado brasileiro continua atento ao cenário eleitoral e à evolução do conflito no Oriente Médio, fatores que devem seguir influenciando o comportamento do Ibovespa nas próximas sessões.

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