Ibovespa: Banco Inter (BIDI4) e Via (VIIA3) seguem em queda e são destaques negativos

Ibovespa: Banco Inter (BIDI4) e Via (VIIA3) seguem em queda e são destaques negativos
Banco Inter teve aprovação de 'ida aos EUA' em assembleia e fica na ponta positiva do Ibovespa - Foto: Divulgação

O Ibovespa encerrou a segunda semana do ano recuperando as quedas dos primeiros dias de 2022. O principal índice de ações brasileiro teve uma alta de 4% no período, fechando o último pregão aos 106 mil pontos, com forte influência das commodities e do setor de shoppings.

Apesar disso, bancos, varejo e companhias vinculadas à tecnologia tiveram uma má semana no índice, com a Locaweb sendo novamente a maior queda do acumulado.

Confira a variação dos ativos que lideraram as maiores quedas do Ibovespa na última semana

Locaweb é a maior queda do Ibovespa pela 2ª vez em 2022

A companhia acompanha o desempenho negativo da Nasdaq, bolsa de valores de tecnologia dos EUA, ações do segmento também mostram tendência de queda.

Na semana anterior os papéis da companhia já apresentavam tendência de queda após a possibilidade de aumento dos juros dos EUA com a ata do Federal Reserve, banco central americano.

Para empresas de tecnologia, como a Locaweb, aumento de juros no longo prazo significa menor lucratividade. Com isso, investidores veem menor crescimento e maior risco em investir nesses papéis.

Banco Inter segue em queda livre

Seguindo o desempenho negativo dos últimos meses, as ações do banco caem com realizações de lucro dos bancos de um modo geral – e também amargam a mudança no cenário monetário americano.

Nos últimos seis meses, a queda nas units do Banco Inter já é de 70%

Embraer tem novidade positiva, mas papéis caem

A novidade para a companhia foi de que, durante esta semana, foi anunciada a venda de duas fábricas em Portugal para a empresa espanhola Aernnova.

Apesar de os analistas verem o movimento como positivo, os as ações da Embraer ficaram no vermelho no Ibovespa – após um ano de 2021 de altas expressivas.

Sendo uma das maiores altas de toda a bolsa, a valorização nos últimos 12 meses ultrapassa os 130%. Apesar disso, as realizações de lucro puxam o papel para baixo.

Via acompanha varejo ainda amargo

O papel vem acompanhando o varejo em um desempenho ruim nos últimos meses, e tenta ganhar fôlego com operações como a desta semana.

A varejista comprou a CNT, uma logtech especializada em ofertas completas para operações de comércio eletrônico. Apesar disso, os investidores seguem com a tese de má perspectiva para a companhia, em consonância com algumas casas de análise e bancos.

Para o segmento de um modo geral, o Goldman Sachs vê um cenário ruim. Conforme o relatório assinado por Irma Sgarz, Felipe Rached e Gustavo Fratini, o consumidor brasileiro tem sofrido uma pressão com alta da inflação, redução e eventual eliminação do auxílio emergencial, além de uma taxa de desemprego considerável.

“O enfraquecimento resultante na demanda subjacente foi mais notável para varejistas de bens duráveis, como Magazine Luiza e Via Varejo, que registraram uma forte desaceleração no crescimento acumulado de 2 anos, off e online no 3T21, e apontaram para uma expectativa de trimestres desafiadores à frente”, diz a análise.

O banco teve recomendação de venda para o papel, com preço-alvo caindo de R$ 5,50 para R$ 4,70.

No acumulado dos últimos 12 meses, a Via cai 62% no Ibovespa.

Eduardo Vargas

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