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IBC-Br, prévia do PIB, sobe 0,6% em junho, acima do esperado

IBC-Br, prévia do PIB, sobe 0,6% em junho, acima do esperado
PIB. Foto: Pixabay

O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira (15), que seu Índice de Atividade (IBC-Br), considerado como a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,60% em julho ante junho, na série já livre de influências sazonais.

O dado do IBC-Br ficou acima da expectativa da pesquisa da Reuters que apontava para uma ata de 0,4%. Na comparação com o mesmo período em 2020, a prévia do PIB apresentou crescimento de 5,53% e, no acumulado em 12 meses, teve ganho de 3,26%.

De junho para julho, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,68 pontos para 140,52 pontos na série dessazonalizada. Este é o maior patamar desde fevereiro deste ano (140,98 pontos).

Os efeitos negativos da pandemia de covid-19 foram sentidos principalmente no primeiro semestre do ano passado. Após este período, o IBC-Br passou a reagir, até que a segunda onda provocasse, no início de 2021, novos fechamentos de empresas. Com isso, o indicador passou a oscilar. Em março, a atividade econômica recuou, mas em abril houve avanço. Maio registrou novo recuo e, em junho e julho, o indicador voltou a subir.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB“, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

No Relatório de Mercado Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira, dia 13, a projeção é de alta de 5,04% para o PIB em 2021. A previsão é menor do que a da semana passada, quando o crescimento previsto era de 5,15%. Há quatro semanas, era indicado um crescimento de 5,28% em 2021. O Focus reúne as estimativas dos economistas do mercado financeiro.

BC revisa IBC-Br de junho 

O Banco Central revisou nesta quarta-feira dados de seu IBC-Br na margem, na série com ajuste. O IBC-Br de junho foi de alta de 1,14% para 0,92%, enquanto o índice de maio passou de queda de 0,55% para crescimento de 0,60%.

No caso de abril, o índice foi de variação positiva de 0,90% para alta de 0,55%.

O IBC-Br de março passou de retração de 1,98% para declínio de 1,77% e o de fevereiro foi de expansão de 1,67% para 1,63%. Em relação a janeiro, o BC alterou o indicador de elevação de 0,66% para 0,51%.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

Poliana Santos

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