Hapvida (HAPV3) cai após ANS definir teto de reajuste dos planos de saúde

As ações da Hapvida (HAPV3) operam em queda nesta sexta-feira (29), após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definir em 5,11% o teto de reajuste dos planos de saúde individuais para o período entre maio de 2026 e abril de 2027.

Por volta das 12h, as ações da Hapvida recuam 3,85%, a R$ 12, em um dia também negativo para o Ibovespa.

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O percentual anunciado pela agência ficou abaixo das expectativas de parte do mercado. Segundo a ANS, o reajuste foi calculado com base na variação das despesas assistenciais por beneficiário entre 2024 e 2025, além de fatores ligados à inflação do setor. O índice representa uma desaceleração em relação ao reajuste de 6,06% autorizado no ciclo anterior.

Hapvida (HAPV3) é um dos nomes mais impactados pela decisão

Para os analistas, a decisão da ANS tem impacto mais relevante sobre a Hapvida do que sobre outras operadoras listadas na bolsa, devido à elevada exposição da companhia aos planos individuais.

De acordo com o Morgan Stanley, cerca de 18% da base de beneficiários da Hapvida está concentrada em contratos individuais, percentual superior ao observado em concorrentes como SulAmérica e Bradesco Saúde.

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O banco afirmou que o reajuste de 5,11% reforça a percepção de pressão sobre as margens da companhia em um cenário ainda marcado por custos médicos elevados. Na visão dos analistas, o resultado elimina a possibilidade de um reajuste regulatório mais favorável e aumenta os riscos de revisões negativas para as projeções de lucro da empresa em 2026.

O Morgan Stanley também destacou que o percentual anunciado ficou alinhado ao seu cenário-base, que considerava a exclusão parcial de operações da Hapvida do cálculo da ANS por serem classificadas como casos atípicos. Segundo o banco, caso a companhia tivesse permanecido integralmente na base de cálculo, o reajuste poderia se aproximar de 7,8%.

Já o Itaú BBA avaliou que a Hapvida (HAPV3) possui uma exposição “única” ao segmento de planos individuais entre as empresas listadas, tornando a definição da ANS mais relevante para a companhia na comparação com seus pares.

Giovanna Oliveira

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