Governo realiza nesta quinta leilão da ferrovia de Integração Oeste-Leste

Governo realiza nesta quinta leilão da ferrovia de Integração Oeste-Leste
Foto: Pixabay

Após realizar o leilão de 22 aeroportos separados em três blocos, o Governo Federal, através do Ministério da Infraestrutura, vende nesta quinta-feira (8), às 14h, a ferrovia Fiol, ou Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que liga Ilhéus e Caetité, duas cidades da Bahia.

São 537 quilômetros de trilhos e o Ministério da Infraestrutura prevê que quem adquirir o ativo através do leilão terá de investir mais R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão apenas para concluir a obra – hoje tocada pela estatal Valec, que já produziu 74,6% do trajeto.

Além da ligação Ilhéus e Caetité, o esperado é que, futuramente, outros dois trechos, que serão concedidos em outro leilão, sejam construídos: entre Caetité e Barreiras e entre Barreiras e Figueirópolis.

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O valor mínimo do leilão da ferrovia Fiol é de R$ 32,7 milhões e a concessão vale por 35 anos. A receita bruta pela operação da companhia é calculada pelo governo em R$ 953,3 milhões.

A concessionária vencedora será remunerada através da cobrança de tarifa para o transporte de carga, direito de passagem e tráfego mútuo. Há ainda, no documento, a possibilidade de angariar receitas de operações acessórias e da exploração de projetos associados.

O Ministério da Infraestrutura afirma que o primeiro trecho da Fiol é importante para escoar minério de ferro produzido na região de Caetité e a produção de grãos e minério do Oeste da Bahia até o Porto Sul, complexo portuário a ser próximo a Ilhéus.

Fiol é vendida em leilão durante InfraWeek

Ontem, o governo realizou a venda de três blocos de aeroportos em leilão e levantou cerca de R$ 3,3 bilhões com a operação. O Ministério da Infraestrutura considerou o processo um sucesso, uma vez que os leilões saíram com um ágio elevado.

Alguns apontam, porém, que os preços mínimos estipulados pelo Ministério da Infraestrutura em cada leilão são muito baratos e que o ágio elevado é apenas um “disfarce” – no caso da Fiol, por exemplo,  o preço da concessão dividido pelo número total de anos sairia com o governo recebendo R$ 934 mil reais a cada 12 meses pelo “aluguel do ativo”, isso sem contar o valor mínimo de investimentos que quem ganhar a concessão terá de fazer.

Vitor Azevedo

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