Google, da Alphabet (GOGL34), compra a bolsa de derivativos CME por US$ 1 bilhão

Google, da Alphabet (GOGL34), compra a bolsa de derivativos CME por US$ 1 bilhão
Google, da Alphabet (GOGL34). Foto: Pexels

O Google, da Alphabet (GOGL34), comprou a bolsa de derivativos CME (Chicago Mercantile Exchange) com um investimento de US$ 1 bilhão. A gigante de tecnologia fechou acordo para levar os principais sistemas de negociação da bolsa para seu serviço de nuvem, o Google Cloud. As informações são do site do jornal The Wall Street Journal.

As empresas disseram nesta quinta-feira (4) que sua parceria de 10 anos permitiria que a CME trouxesse novos usuários mais rapidamente, agilizasse as operações e desenvolvesse novas ferramentas com a tecnologia do Google, como software de inteligência artificial para monitorar riscos de mercado.

Na computação em nuvem, as companhias terceirizam o processamento de computadores e o armazenamento de dados para empresas de tecnologia, em vez de tentarem executar esses sistemas por conta própria, segundo o site do jornal.

As gigantes do setor de tecnologia, como a Amazon (AMZO34), Microsoft (MSFT34) e a própria Alphabet, têm disputado o marketshare da oferta de serviços de nuvem ao mercado financeiro, que ainda não aderiu ao setor. A relutância acontece em parte por causa da supervisão regulatória rígida de bancos e bolsas, assim como preocupações com violações de dados confidenciais de clientes.

O Google Cloud é o quarto maior provedor de nuvem, com 6,1% das receitas globais de infraestrutura em nuvem no ano passado, de acordo com a empresa de pesquisas Gartner Inc. O maior player é a Amazon, cujo marketshare no ano passado foi de mais de 40%, seguida pela Microsoft e grupo Alibaba (BABA34).

Assim, o acordo com a CME dá ao Google Cloud mais força na disputa, tendo um cliente premiado no setor. Com uma capitalização de mercado de US$ 79,2 bilhões, a CME é a operadora de câmbio mais valiosa do mundo, um título que recentemente reivindicou da Hong Kong Exchanges & Clearing Ltd. A empresa sediada em Chicago administra uma variedade de mercados, desde petróleo bruto a ouro e bolsa de valores futuros, de acordo com o WSJ,

CME terá “início morno” no Google Cloud para evitar riscos

A CME deve começar a mover sua infraestrutura de tecnologia para o Google Cloud no próximo ano. Inicialmente, as empresas planejam se concentrar nos serviços de dados e compensação do CME, que não são tão sensíveis à velocidade quanto os principais sistemas de negociação. A compensação é o processo nos bastidores de liquidação de transações e movimentação de dinheiro entre os participantes do mercado após as negociações. O plano exige que eventualmente todos os mercados do CME sejam movidos para a nuvem, diz a reportagem do site.

Bolsas como a CME lidam com um grande número de cotações de preços e negociações, muitas enviadas por firmas de negociação de alta velocidade acostumadas a ter os sistemas das bolsas processando pedidos em milionésimos de segundo. Portanto, se uma bolsa cair devido a algum problema ou lentidão no sistema de nuvem, não seria apenas uma inconveniência, mas uma falha com potencial de efeito cascata em todos os mercados financeiros, lembra o WSJ.

Junto com o acordo de nuvem, o Google fez um investimento de US$ 1 bilhão em ações preferenciais conversíveis sem direito a voto do CME Group, disseram as empresas. Em uma entrevista, o presidente-executivo do Google Cloud, Thomas Kurian, chamou o investimento de “um reflexo de nosso compromisso com a transformação do sistema financeiro, não apenas com a infraestrutura de uma empresa”.

Bruno Galvão

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