GGRC11: FII pagará dividendos com yield de 1,1%; veja valor

O fundo imobiliário GGRC11 comunicou a distribuição de R$ 0,10 por cota em rendimentos aos cotistas. A data-base foi fixada para 1º de setembro de 2026, e o pagamento está programado para 9 de setembro.

Considerando a cotação de R$ 9,13, registrada no fechamento de agosto, o valor corresponde a um dividend yield de aproximadamente 1,10%.

Assim como nos demais FIIs, os rendimentos distribuídos podem ser isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que o investidor e o fundo atendam aos requisitos previstos na legislação tributária.

GGRC11: estratégia, carteira e dividendos do FII

O fundo tem estratégia centrada em imóveis logísticos e industriais, com presença relevante de contratos atípicos de locação. Para detalhar a composição atual da carteira, o perfil dos locatários e o prazo das receitas contratadas, este raio-x considera as informações mais recentes disponibilizadas referentes a junho de 2026, além dos dados sobre os últimos dividendos pagos.

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Ao fim de junho de 2026, o portfólio somava 42 ativos imobiliários, mais de 1 milhão de metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 49 inquilinos. A vacância física era de 1,40%.

A carteira era majoritariamente de imóveis logísticos, que representavam 75,36% do total, complementada por ativos híbridos, com 13,46%, e industriais, com 11,18%. Um ponto de destaque é a predominância de contratos atípicos, que respondiam por 88,14% das locações, ante 11,86% de contratos típicos.

Nesse formato, comum em operações de built to suit, retrofit e sale and leaseback, as condições de locação contemplam prazos mais longos e regras específicas para rescisões antecipadas. O prazo médio ponderado dos contratos, medido pelo WAULT, era de 4,47 anos.

Pelo critério de receita de aluguel, 48% dos contratos venciam a partir de 2030, enquanto 20% tinham vencimento em 2028, 12% em 2027, outros 12% em 2029 e 8% em 2026. Em reajustes, o IPCA estava presente em 91,38% dos contratos; o IGP-M, em 6,65%; e o INPC, em 1,97%.

Entre os prazos mais longos, figuravam o imóvel ocupado pela Rizobacter, em Londrina (PR), com vencimento em maio de 2043, além do Braspark, em Garuva (SC), e do ativo da Todimo, em Cuiabá (MT), ambos com vencimento em 2037.

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Conheça o fundo GGRC11

A receita imobiliária apresentava diversificação entre locatários. Em junho, a Renault era a maior exposição individual, com 10,19%, seguida por Americanas, com 9,21%, e Ambev, com 9,09%. Os ativos indiretos do Triple A FII respondiam por 6,54%, enquanto Infinity representava 4,93%.

Geograficamente, 51,7% da receita estava no Sudeste e 30,6% no Sul. O Centro-Oeste somava 9,7% e o Nordeste, 8%. Entre os estados, Minas Gerais tinha a maior participação, com 22,2%, seguido por Paraná, com 20,6%, e São Paulo, com 18,8%.

As informações mais recentes também indicam expansão do portfólio em junho. Foram concluídas aquisições como o Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões; o galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, por R$ 96,5 milhões; e uma participação de 39,25% no Condomínio Raposo/Sanca, por R$ 121,3 milhões. Houve ainda a compra de um novo galpão em Camaçari (BA), por R$ 150 milhões.

Paralelamente, houve avanço na reciclagem da carteira com a assinatura de um memorando vinculante para a venda de dez imóveis logísticos, industriais e híbridos por R$ 530 milhões. De acordo com a gestão, a estratégia contempla a alienação de ativos considerados maduros e a realocação dos recursos em novas oportunidades.

Constituído em novembro de 2016, o fundo iniciou suas atividades em abril de 2017. A política de investimentos prioriza imóveis comerciais dos segmentos industrial e logístico, incluindo empreendimentos prontos, terrenos e projetos em construção, com destinação principalmente a locações atípicas.

Este conteúdo é exclusivamente informativo e não configura recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas deste FII ou de qualquer outro investimento.

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Redação Suno Notícias

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