Grana na conta

Israel responde com ataques em massa após Gaza disparar 450 foguetes

Neste domingo (5), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques em massa contra a Faixa de Gaza. A decisão ocorreu depois que palestinos lançaram 450 foguetes sobre o país. A tensão é mais um capítulo da violência entre os dois grupos.

Gaza atingiu Israel com 180 foguetes apenas durante a noite neste sábado e domingo. A resposta foi definida por Netanyahu como ataque a 220 alvos militares palestinos.

Segundo o primeiro-ministro israelense, os responsáveis pelos ataques ao país são o Hamas, que comandam a Faixa de Gaza. A violência já acarretou na morte de pelo menos 13 pessoas. Um seria um senhor israelense, com cerca de 60 anos. Os outros viviam em Gaza, sendo uma mulher grávida e seu bebê com apenas um ano e dois meses de vida.

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Segundo Israel, a morte da mulher foi ocasionada por foguete do próprio Hamas, acidentalmente. Segundo divulgado por autoridades, o senhor israelense de 60 anos foi o primeiro civil do país morto desde 2014.

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Ataques

De acordo agências de notícias, o ataque de Gaza a Israel durou cerca de 30 minutos. Um dos foguetes atingiu uma fábrica em Ashkelon. Além da zona industrial, há informações de que os foguetes atingiram também a cidade de Bersheva.

Como contrapartida, as forças armadas de Israel passaram a bombardear alvos de milícias na Faixa de Gaza. Segundo o ministério da Saúde da Palestina, dois integrantes morreram na manhã do sábado.

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Bolsonaro vai a Israel

Meses após assumir o mandato, o presidente Jair Bolsonaro fez uma viagem com uma comitiva a Israel. O objetivo era estreitar as relações comerciais e demonstrar apoio ao país frente aos conflitos com a palestina.

Na viagem, o Brasil anunciou a abertura de um escritório comercial em Israel, o que foi visto como uma antecipação da mudança da embaixada. Atualmente, a embaixada brasileira fica em Tel Aviv, porém, um dos anúncios de campanha de Boslonaro era a mudança do órgão para Jerusalém.

A medida do governo brasileiro não agradou os países árabes, e o Brasil passou a correr o risco de perder os negócios com o grupo. Para conter o clima ruim, Bolsonaro fez um jantar com representantes mulçumanos.

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A decisão de Bolsonaro ocorreu depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. As interferências internacionais só aumentaram as tensões entre israelenses e palestinos, que já ocorrem há décadas.

Beatriz Oliveira

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