Gasolina cai, mas etanol rouba a cena nas bombas; veja onde compensa

Os preços da gasolina começaram julho em queda, mas foi o etanol que ganhou mais destaque para quem abastece carro flex. Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), gasolina, etanol e diesel S-10 registraram recuo na segunda semana do mês.

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A gasolina comum saiu de R$ 6,73 por litro na última semana de junho para R$ 6,70 na segunda semana de julho, queda de R$ 0,03, ou 0,42%. O movimento indica algum alívio para o consumidor, embora o preço ainda siga em patamar elevado.

O diesel S-10 teve o recuo mais intenso entre os combustíveis analisados. O preço médio passou de R$ 7,04 para R$ 6,95 por litro, queda de R$ 0,09, ou 1,35%. Nas capitais, porém, a redução foi mais moderada, de R$ 0,05 por litro.

Já o etanol hidratado caiu de R$ 4,21 para R$ 4,17, baixa de R$ 0,04, ou 0,95%. Com isso, o biocombustível atingiu o menor valor desde a primeira semana de dezembro de 2024.

Gasolina cai, mas etanol fica mais vantajoso

Mesmo com a queda da gasolina, o etanol segue mais competitivo para motoristas de veículos flex. Segundo a Veloe, o Indicador Flex nacional caiu de 66,2% para 65,9%.

Na prática, esse indicador compara o preço do etanol com o da gasolina. Como o etanol costuma render menos no tanque, ele precisa custar proporcionalmente menos para compensar. A referência mais usada pelo mercado é de cerca de 70%.

Quando a relação fica abaixo desse patamar, o etanol tende a ser mais vantajoso do ponto de vista financeiro. Foi o que aconteceu no início de julho, com a queda do biocombustível ampliando a vantagem frente à gasolina.

Segundo a Veloe, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal aparecem entre os mercados em que o etanol reforçou a vantagem em custo-benefício.

Onde o etanol caiu mais?

A queda do etanol não foi uniforme entre os estados. O Rio Grande do Norte registrou o maior recuo, de R$ 0,21 por litro.

Na sequência aparecem Ceará, com baixa de R$ 0,10, Pará e Pernambuco, com redução de R$ 0,08 cada, e Espírito Santo, com queda de R$ 0,07.

Em São Paulo, principal mercado do biocombustível no País, a redução foi de R$ 0,05 por litro.

Por outro lado, alguns estados registraram alta no preço do etanol. No Amazonas, o avanço foi de R$ 0,24 por litro. Também houve aumento no Distrito Federal, de R$ 0,08, e no Maranhão, de R$ 0,04.

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Diesel tem maior queda, mas capitais sentem menos

Entre os três combustíveis analisados, o diesel S-10 foi o que teve a queda mais forte no preço médio nacional. A baixa de R$ 0,09 por litro levou o combustível de R$ 7,04 para R$ 6,95.

Nas capitais, porém, o alívio foi menor. A redução média ficou em R$ 0,05 por litro, sinalizando que parte da queda registrada no País ainda não chegou com a mesma intensidade aos grandes centros urbanos.

Apesar dos recuos recentes, gasolina e diesel seguem em patamares superiores aos observados antes da escalada de tensões geopolíticas internacionais, que pressionaram as cotações do petróleo nos últimos meses.

Segundo a Veloe, o comportamento dos preços sugere uma acomodação do mercado, mas não um retorno completo aos níveis anteriores ao conflito.

O início de julho, portanto, trouxe algum alívio para os motoristas, especialmente para quem pode optar pelo etanol. Ainda assim, a gasolina segue no radar por causa das oscilações do petróleo, da acomodação recente dos combustíveis e do ritmo de repasse dos preços ao consumidor.

 

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado)

Com Estadão Conteúdo

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Maíra Telles

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