Semana do ESG

G7 planeja investir US$ 600 bilhões em países em desenvolvimento

G7 planeja investir US$ 600 bilhões em países em desenvolvimento
Infraestrutura. Foto Unsplash

Os países do G7 lançaram neste domingo (26) um programa de investimentos de US$ 600 bilhões – R$ 3,13 trilhões – destinado às nações em desenvolvimento, com o objetivo de responder às grandes obras financiadas pela China. Os recursos serão aportados até 2027 em infraestrutura “de qualidade e sustentáveis” mundo afora.

Os Estados Unidos vão “mobilizar” US$ 200 bilhões nos próximos cinco anos para o programa em doações, fundos federais e investimentos privados. “Com os parceiros do G7, buscamos mobilizar US$ 600 bilhões até 2027 para investimentos globais em infraestrutura“, disse o presidente norte-americano Joe Biden, em discurso durante a cúpula dos sete países mais industrializados do Ocidente, no sul da Alemanha.

Ele afirmou ainda que a Parceria para Infraestrutura e Investimento Global vai proporcionar “projetos revolucionários para preencher a lacuna de infraestrutura nos países em desenvolvimento, fortalecer a economia global e as cadeias de suprimentos e promover a segurança nacional dos Estados Unidos.”

Biden disse que centenas de bilhões de dólares adicionais poderão vir de bancos de desenvolvimento e fundos soberanos. A Europa vai mobilizar 300 bilhões de euros para a iniciativa.

Antes do anúncio, o chanceler alemão Olaf Schlz havia manifestado preocupação com a situação econômica global, principalmente com o aumento da inflação e a crise energética decorrente da guerra na Ucrânia. Entre os pilares do plano estão a luta contra a crise climática e a melhora da segurança energética, além de expansão de tecnologias de telecomunicações.

Também devem ocorrer aportes em sistemas de saúde, vacinas e equipamentos médicos, assim como vigilância e detecção de novas doenças.

A iniciativa ocorre após investimentos maciços da China em muitos países, por meio do programa Novas Rotas da Seda, lançado em 2013. De acordo com a AFP, um alto responsável da Casa Branca disse que a África Subsaariana será uma prioridade maior no plano do G7. Outras regiões importantes serão América Central, Sudeste Asiático e Ásia Central.

Natalia Gómez

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