B3 registra recorde: 3,13 milhões investem em fundos imobiliários
O segmento de fundos imobiliários voltou a crescer em março, com a base de investidores alcançando cerca de 3,13 milhões, um novo recorde na série histórica da B3. O avanço confirma a trajetória de expansão observada desde o fim de 2025, quando o número totalizava 2,96 milhões, e supera com folga a marca de 3 milhões atingida no início deste ano. O movimento reforça a consolidação dos FIIs como porta de entrada para a renda variável, sobretudo entre investidores pessoa física.
Segundo o relatório mensal da B3, o patrimônio sob custódia dos FIIs manteve-se robusto, somando aproximadamente R$ 198 bilhões em março. Embora represente leve recuo frente aos R$ 200 bilhões observados em janeiro e fevereiro, o volume segue elevado e indica resiliência do mercado diante das oscilações recentes.
Pessoas físicas predominam
A participação dos investidores pessoa física segue predominante, detendo cerca de 74% das posições custodiadas e respondendo por mais de 42% do financeiro negociado no mercado secundário. Esse perfil majoritário sustenta a liquidez do segmento e contribui para a pulverização da base de cotistas, fator relevante para a estabilidade dos fundos ao longo do ciclo.
O universo dos FIIs abrange nichos diversos do setor imobiliário, com destaque para fundos de logística, shoppings, lajes corporativas, recebíveis imobiliários e renda urbana, além de estratégias híbridas. A diversidade setorial tem favorecido a diluição de riscos e a busca por rendimentos recorrentes em um ambiente de juros em transição.
Estabilidade no número de FIIs
A B3 também reportou estabilidade na quantidade de veículos listados, com 434 fundos disponíveis para negociação em março de 2026. A manutenção desse patamar sinaliza um mercado maduro, com novas emissões mais seletivas e maior foco em qualidade de gestão e governança.
O IFIX, índice de referência dos fundos imobiliários, encerrou março com alta de 2,4%, conforme boletim da B3. No acumulado de 2026 até março, porém, o indicador registra queda de 1,1%, refletindo ajustes de preços e rotação entre setores. Mesmo assim, os fundos imobiliários permanecem entre os ativos preferidos dos investidores pessoa física, apoiados por renda mensal isenta e diversificação.