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FMI diz trabalhar em plano para melhorar resiliência de países a choques

FMI diz trabalhar em plano para melhorar resiliência de países a choques
FMI. Foto: Reprodução Facebook

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quarta-feira (16) que a instituição multilateral trabalha em um plano para melhorar a resiliência de países a choques como o da pandemia de coronavírus.

“Meu desejo é de que ele saia até o fim do ano”, revelou, durante evento virtual organizado pelo FMI. Georgieva também comentou as discussões para possível emissão de US$ 650 bilhões em Direitos de Saques Especiais (SDRs, na sigla em inglês).

Na semana passada, o G-7 concordou em alocar US$ 100 bilhões pelo instrumento. “Se formos bem-sucedidos, os benefícios serão enormes: teremos acréscimo de US$ 9 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) global até 2025″, disse.

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A dirigente defendeu ainda que a comunidade internacional deve aproveitar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (Cop26), que ocorrerá no Reino Unido em novembro, para mobilizar o planeta por ações na área ambiental. Na visão dela, o setor privado precisa participar dos esforços para que eles sejam bem-sucedidos.

Países ricos fornecem 28% do PIB em apoio na covid, diz FMI

Ontem, Georgieva afirmou que países ricos proverão o equivalente a 28% do PIB em fiscal monetário para lidar com os efeitos da pandemia da covid-19, enquanto países pobres darão apoio equivalente a 2% de seus PIBs, já menores.

“Se você está em um país com forte capacidade de apoiar seus negócios e pessoas, você é mais suscetível a passar por ela (pela pandemia)”, disse.

Destacou a importância de se saber “como cobrar impostos” e também usar esse dinheiro para garantir sociedades mais igualitárias.

Ela comentou que, mesmo antes da pandemia, a desigualdade já estava em aumento no mundo, processo exacerbado com a crise de saúde.

Georgieva lembrou do peso desigual dos impactos da pandemia em alguns grupos, como os mais pobres, inclusive as nações menos favorecidas, e também as mulheres.

A diretora-gerente do FMI ressaltou, nesse contexto, que a inclusão é “um imperativo moral”, mas também “um imperativo econômico”.

(Com Estadão Conteúdo)

Arthur Guimarães

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