FMI: mudança climática é central para estabilidade financeira e macroeconômica

FMI: mudança climática é central para estabilidade financeira e macroeconômica
FMI destacou a divergência na retomada entre diferentes países, atribuindo isso a desigualdades no acesso a vacinas contra a covid-19. Foto: Reprodução Facebook

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, apontou que combater a mudança climática é um fator central para a estabilidade financeira e macroeconômica global. Georgieva discursou nesta quinta-feira (22) no evento Climate Summit.

A diretora-gerente do FMI ressaltou que evitar o aquecimento do planeta representa grandes riscos e “incríveis oportunidades de investimentos”, em termos internacionais.

“Um robusto preço sobre emissão de carbono é crítico para produtores e consumidores. A taxação sobre gás carbônico avança o crescimento, o investimento e a geração de empregos”, destacou Georgieva.

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Segundo ela, sem a taxação sobre carbono, não serão atingidos os objetivos mundiais de estabilização climática. “O imposto de gás carbônico e investimentos em infraestrutura verde podem elevar o PIB [Produto Interno Bruto] global em 0,7% ao ano nos próximos 15 anos.”

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FMI vê divergências na recuperação global

Na última semana, Gita Gopinath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, apontou o caráter “divergente” da recuperação econômica da crise causada pela pandemia de coronavírus (Covid-19).

A economista-chefe do FMI disse que a retomada em países emergentes tem ocorrido de forma mais lenta que em países desenvolvidos, sobretudo nos Estados Unidos.

Entre os fatores de incertezas, Gopinath citou a escalada dos juros dos Treasuries, mas ponderou que as taxas seguem em níveis historicamente baixos.

Segundo ela, antes de analisar o impacto em emergentes, é preciso observar a fonte do movimento. No entendimento dela, desdobramentos positivos nos EUA, como mercado de trabalho forte, podem ser favoráveis ao restante do mundo, compensando o aumento dos custos de empréstimo.

Nesse processo, a economista-chefe do FMI defendeu que os bancos centrais precisam ser muito claros na comunicação sobre o aperto da política monetária, com objetivo de evitar efeitos indesejados ao sistema financeiro.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Laura Moutinho

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