FMI: 12 economias do leste europeu devem retomar nível de 2019 ainda neste ano

FMI: 12 economias do leste europeu devem retomar nível de 2019 ainda neste ano
FMI destacou a divergência na retomada entre diferentes países, atribuindo isso a desigualdades no acesso a vacinas contra a covid-19. Foto: Reprodução Facebook

As doze economias da Europa que integram a Iniciativa dos Três Mares (3SI, na sigla em inglês) estão no caminho para recuperar o nível do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 ainda este ano, disse a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. A afirmação foi feita durante evento do programa que engloba países da região dos mares Báltico, Adriático e Negro.

As economias dos Três Mares continuam a superar seus vizinhos da Europa Ocidental, disse a diretora-gerente do FMI. Georgieva ressaltou que a prioridade à infraestrutura e à conectividade são elementos-chave para resiliência das economias.

“Investimentos em infraestrutura podem aumentar significativamente a produção”, afirmou, reforçando que investimentos corretos, que levem em conta a baixa produção de carbono e um caminho de crescimento resiliente e sustentável, podem melhorar a conectividade e acelerar o processo de transição para a nova economia do clima.

No discurso, a diretora do FMI também reforçou que a pandemia levou o foco para o valor da conectividade digital. “Essa sempre foi uma prioridade da 3SI, e está se fortalecendo ainda mais hoje”, completou. A 3SI é composta por Áustria, Bulgária, Croácia, República Checa, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia.

Retomada desigual e dívida de emergentes podem causar instabilidade global, diz FMI

Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional chamou atenção para “perigosas distorções” provocadas pela recuperação desigual da pandemia de covid-19 entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, que têm potencial para provocar instabilidade econômica e financeira global, durante evento do Fórum da Paz de Paris na última segunda-feira (5).

De acordo com ela, um cenário em que as nações mais ricas saem da crise sanitária com recuperação sem precedentes e amplo espaço fiscal e monetário, enquanto o mundo emergente segue pressionado pela pandemia e com alto níveis de dívida, ameaça a “coerência do crescimento” e a estabilidade e segurança global. Georgieva alertou para a eventual dificuldade para o serviço da dívida em dólar de países mais pobres, uma vez que o Federal Reserve (Fed) eleve as taxas de juros nos Estados Unidos.

A diretora do FMI credita a recuperação desigual à lenta vacinação contra a covid-19 em nações subdesenvolvidas. Diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, que também participou do evento, afirmou que apenas 0,2% das 1,1 bilhão de doses de imunizantes administradas em junho em todo o mundo foram em países de baixa renda.

(Com Estadão Conteúdo)

Rafaela La Regina

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