Corrida de pagamentos digitais: Visa (VISA34) ultrapassa Mastercard (MSCD34) em negociações com a Pismo

A fintech Pismo, aceleradora na tecnologia de pagamentos digitais, está em uma disputa de negociações entre as duas maiores bandeiras de cartões de crédito. De acordo com fontes próximas, a Visa (VISA34) aparenta estar na liderança da corrida de negociações com a startup brasileira.

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Em busca de fortalecer a presença da bandeira no mercado de pagamentos digitais, a compra da Pismo pela Visa (VISA34) pode chegar a US$ 1 bilhão em disputa com a Mastercard Inc (MSDC34).

Quais são as vantagens da Pismo

A fintech brasileira com sede em São Paulo virou alvo na disputa bilionária entre Visa e Mastercard. O motivo: aumento da busca pela presença em serviços financeiros digitais. Com as pessoas cada vez mais conectadas, ambas as empresas reconhecem a importância de uma estratégia consolidada na solução de pagamentos digitais.

A Pismo, criada em 2016, tem como principal produto o processamento de pagamentos que realiza transações online e offline, de forma segura, para empresas.

Além disso, seu “carro chefe” de serviços inclui o fornecimento de plataformas bancárias e de pagamento baseadas na nuvem.

Com foco em inovação e tecnologia, a Pismo “busca proporcionar uma experiência de pagamento simplificada e ágil, tanto para empresas quanto para consumidores”. A empresa chamou atenção de grandes players do setor, levantando US$ 108 milhões em 2021 do SoftBank Group, Amazon (AMZO34) e Accel e outros.

A Pismo em números

A plataforma nativa da nuvem e com APIs (Application Programming Interface, em português, interface de programação de aplicações) da Pismo ajuda serviços bancários e de finanças, com, segundo a empresa, escalabilidade e segurança e menores custos operacionais.

De acordo com a plataforma, por ano o volume de transações financeiras facilitadas por ela atingem US$ 208 bilhões, com um total de 74 milhões de contas e um programa com capacidade de fazer 75 mil autorizações por segundo.

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O cenário competitivo dos serviços digitais

Em 2021, a Plaid quase foi comprada pela Visa por US$ 5,3 bilhões, mas a operação foi bloqueada por reguladores antitruste. No mesmo ano, a empresa acabou fechando com a plataforma de banco aberto da Suécia, Tink AB, por US$ 2 bilhões.

Com a adoção cada vez mais intensa dos meios de pagamento digitais, a demanda por soluções inovadoras recai sobre todas as empresas do setor financeiro, que buscam uma posição de destaque.

O mercado ainda aguarda uma confirmação do acordo da Visa para aquisição definitiva da Pismo.

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Camila Paim

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