FIIs: Confira os 5 fundos que mais desvalorizaram em fevereiro

FIIs: Confira os 5 fundos que mais desvalorizaram em fevereiro
prédios

Fevereiro foi, em geral, um mês negativo para a renda variável. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumulou queda de mais de 5%. Apesar disso, o IFIX, índice da bolsa brasileira que reúne os principais fundos imobiliários (FIIs) conseguiu fechar o mês no verde, subindo quase 1%. Apesar disso, os fundos do tipo tijolo andaram na contramão.

Todos os cinco FIIs que mais caíram são desse tipo, ou seja, investem em propriedades propriamente ditas. Esses fundos vêm sofrendo com o avanço da covid-19 no país, que leva autoridades a fecharem comércios o que, consequentemente, impacta aquilo que é levantado com aluguéis.

Um dos FIIs da lista, por exemplo, afirmou em relatório que optou por manter seus aluguéis descontados por conta da pandemia, para proteger seus clientes.

Suno One: acesse gratuitamente eBooks, Minicursos, Artigos e Vídeo Aulas sobre investimentos com um único cadastro. Clique para saber mais!

Confira os cinco FIIs, de acordo com dados da Economatica, mais desvalorizaram entre o primeiro pregão de fevereiro e o pregão desta quinta-feira (25):

  • XP Corporate Macae (XPCM11): – 29,88%
  • XP Properties (XPPR11): – 10,61%
  • Hotel Maxinvest (HTMX11): – 9,19%
  • Rio Negro (RNGO11): – 6,29%
  • Rio Bravo Renda Corporativa (RCBR11): – 5,39%

A Suno Notícias foi atrás dos motivos que podem ter provocado as variações de preços destes FIIs. Vale ressaltar que esta não é uma recomendação de investimentos.

Confira as explicações:

FII XP Corporate Macae (XPCM11)

Fundo administrado pela XP Investimentos direcionado a escritórios. Possui um ativo único, na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, que esta desde dezembro passado 100% vago após a Petrobras (PETR4) deixar o prédio.

XP Properties (XPPR11)

Também administrado pela XP, é um fundo que possui cinco imóveis coorporativos na grande São Paulo e um em construção. Desde maio do ano passado, viu a sua vacância sair de 9% para atingir, em janeiro, um pico de 18%.

Hotel Maxinvest (HTMX11)

Fundo de hotéis administrado pelo BTG Pactual, vem sofrendo com a pandemia, com o setor hoteleiro sendo fortemente impactado pelas restrições e com as pessoas viajando menos.

Em 2020, segundo o IBGE, o turismo brasileiro, diretamente ligado à performance dos hotéis, viu seu faturamento cair 36,7% segundo o IBGE.

FII Rio Negro (RNGO11)

Administrado pela Rio Bravo Investimentos, esse FII possui três edifícios em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. Esse fundo viu, em janeiro, sua distribuição de proventos por cota atingir o menor nível do último ano.

Foi este fundo que, como já mencionado no texto, avaliou ser prudente manter os descontos para os lojistas que compõem suas galerias.

Rio Bravo Renda Corporativa (RCBR11)

Também administrado pela Rio Bravo, investe em lajes corporativas, possuindo prédios em áreas nobres de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No último mês, a Votorantim, que locava uma área de cerca de 892,3 metros quadrados do FII em São Paulo, cerca de 3% da área total, anunciou que rescindiria o contrato de forma antecipada. Além disso, os gestores do anunciaram a aquisição de um ativo na Vila Madalena, bairro de São Paulo, por R$ 33,7 milhões.

Vitor Azevedo

Compartilhe sua opinião