MXRF11: fundo imobiliário avança na reciclagem do portfólio em abril

MXRF11: fundo imobiliário avança na reciclagem do portfólio em abril
Prédios. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário Maxi Renda (MXRF11) afirmou, em carta mensal divulgada na última segunda-feira (24), que tem seguido sua estratégia de reciclagem de portfólio. O maior fundo da indústria, com 375 mil cotistas — alta de 6% em abril frente a março –, disse que tem procurando as melhores oportunidades de risco-retorno.

No campo dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o MXRF11 alienou os papéis do GPA, Embraed II e FS Bioenergia, com o valor total de R$ 8,7 milhões, auferindo um ganho de capital de aproximadamente R$ 880 mil.

Por outro lado, vale destacar o investimento de R$ 20 milhões no CRI Unitah, a uma taxa IPCA + 7,5% ao ano, além de R$ 10,5 milhões em novas tranches do CRI WAM São Pedro, com uma taxa de IGP-M + 12%. “Como fato subsequente o Fundo investiu R$ 62,50 milhões em três operações até a data do presente relatório.”

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A XP Asset Management, gestora do fundo, disse que “segue com sua estratégia de manter um portfólio composto de CRIs com boa qualidade, com foco em originação e estruturação próprias”. “Por este motivo, existem prêmios implícitos nas taxas dos papéis, que permitem que o fundo consiga gerar ganho de capital em operações no mercado secundário”, diz o relatório gerencial do Maxi Renda.

Exposição em CRIs por setores da economia. Fonte/Foto: MXRF11.

Vale ressaltar que o fundo tem como objetivo alocar 80% do patrimônio líquido, atualmente em R$ 2,27 bilhões, em CRIs com bons nomes de crédito, “com carregos atraentes e alto potencial de ganho de capital”. No fim de abril, o portfólio do fundo estava dividido,em classe de ativos, da seguinte forma:

  • CRIs: 62%
  • Caixa: 25%
  • Permutas financeiras: 11%
  • FIIs: 2%

No que se refere aos fundos imobiliários, no fim de abril o MXRF11 estava exposto ao Succespar Varejo – SPVJ11 (50,22% da posição), Multi Renda Urbana – HBRH11 (43,45%), FII Rooftop – ROOF11 (3,75%) e TG Pactual Corporate Office Fund – BRCR11 (2,55%), perfazendo uma carteira com saldo de R$ 50,09 milhões.

Abril marcou o mês do investimento de R$ 1,9 milhão no ROOF11, com uma estratégia de novas chamadas de capital nos próximos meses. Ele possui um prazo de duração de 36 meses, sendo os últimos 12 meses serão separados para o desinvestimento com retorno alvo nominal de 25% ao ano.

“O fundo consiste da estratégia de investir em imóveis localizados em São Paulo e no interior do estado que se encontram em leilões a preços com descontos excessivos.”

Distribuição de proventos e emissão do MXRF11

A distribuição de proventos em abril ficou em R$ 0,08 por cota, não considerando as cotas da 7ª emissão. Ao todo, foram pagos R$ 15,52 milhões aos cotistas, sendo que R$ 15,07 milhões foram oriundos dos CRIs, R$ 1,5 milhão das permutas financeiras e aproximadamente R$ 290 mil dos FIIs.

“A distribuição no mês para os detentores de cotas MXRF11 no valor da cota patrimonial (R$ 10,02) representa aproximadamente 384,07% do CDI no período, já livre de impostos”, diz o relatório.

Os gestores também ressaltaram a conclusão da 7ª emissão de cotas, que levantou R$ 427,24 milhões por meio da venda de 43,55 milhões de novas cotas. O MXRF11 acredita que “a nova emissão tende a aumentar a liquidez das cotas, diluição de custos e contribuirá para alocação em boas oportunidades em termos de risco retorno, o com aumento de diversificaçãodos ativos”. As novas cotas passaram a ser negociadas no dia 13 de maio.

Jader Lazarini

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