Ata do Fed: inflação segue elevada, atividade se expande em “ritmo moderado” e desemprego continua baixo

A inflação permaneceu elevada, a atividade econômica continuou se expandindo em ritmo moderado e a taxa de desemprego seguiu baixa, destacaram os membros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na reunião de julho de política monetária ao comentarem as condições econômicas dos Estados Unidos.

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As informações fazem parte da Ata do Fed, publicada nesta quarta-feira (16).

Os dirigentes observaram que condições de crédito mais apertadas para as famílias provavelmente pesariam na atividade, nas contratações e no nível de preços – mas fizeram a ressalva de que a extensão desses efeitos ainda era incerta.

“Sobre esse pano de fundo, o Comitê continuou altamente atento a riscos de inflação“, diz trecho da ata.

Os membros do Fed também concordaram que o sistema bancário norte-americano continuava resiliente.

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Membros do Fed dizem que inflação continuou inaceitavelmente alta nos EUA

Integrantes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) disseram que a inflação continuou inaceitavelmente alta nos Estados Unidos e que mais evidências seriam necessárias para que fiquem confiantes de que o nível de preços está caminhando para a meta de 2% ao ano. Os comentários foram feitos durante a reunião de política monetária de julho, segundo ata publicada nesta quarta-feira, 16.

Membros do conselho disseram continuar acreditando que um período de crescimento abaixo da tendência no Produto Interno Bruto (PIB) real e desaceleração no mercado serão necessários para levar a demanda e a oferta agregadas em melhor equilíbrio e reduzir pressões inflacionárias.

Alguns afirmaram, no entanto, que o aperto monetário parece estar funcionando amplamente como pretendido. Eles disseram que uma desaceleração contínua e gradual no avanço do Produto Interno Bruto ajudará a reduzir desequilíbrios de oferta e demanda, assim como a restrição das condições de crédito provavelmente pesarão na atividade nos próximos trimestres.

Dirigentes esperam que as condições financeiras apertadas, refletindo principalmente o efeito cumulativo da política restritiva do Fed, contribuam para um crescimento mais lento do consumo adiante. O estoque em queda de excesso de poupança, a suavização das condições do mercado de trabalho e o aumento da sensibilidade ao preço por parte dos clientes também foram citados como fatores que parecem consistentes com a desaceleração do consumo.

“Alguns participantes observaram que os recentes aumentos nos preços das casas sugeriram que a resposta do setor imobiliário à restrição da política monetária pode ter atingido o pico”, diz trecho da ata.

Alguns membros do Fed citam necessidade de ponderar risco de ‘sobreaperto’ monetário

Integrantes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) destacaram, na reunião de política monetária de julho, que era importante que as suas decisões equilibrassem o risco de “sobreaperto” da política monetária contra o de aperto insuficiente. Alguns membros observaram que os riscos para o atingimento das metas do Fed pendiam para os dois lados, de acordo com a ata da reunião divulgada nesta quarta-feira, 16.

Na visão de alguns participantes, continua havendo riscos negativos para a atividade econômica dos EUA e para o mercado de trabalho dos EUA, apesar da resiliência que os setores demonstraram.

Por outro lado, a maioria dos integrantes continuara vendo risco significativo para a inflação, que exigiriam um aperto maior de política monetária.

Com Estadão Conteúdo

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Eduardo Vargas

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