Evergrande despenca 10%, em Hong Kong, e puxa outras ações da bolsa para baixo

Evergrande despenca 10%, em Hong Kong, e puxa outras ações da bolsa para baixo
Evergrande preocupa mercado e analistas nas últimas semanas com dívida de US$ 300 bilhões - Foto: Wikimedia Commons

O índice Hang Seng de Hong Kong (HSI) liderou as perdas entre as bolsas asiáticas nas negociações desta segunda-feira (20), com as ações da segunda maior incorporadora imobiliária da China Evergrande Group, continuando a cair.

O índice Hang Seng caiu 3,3%, fechando em 23.099 pontos. As ações do China Evergrande Group na cidade despencaram 10,24%, após cair até 17% ao longo do dia.

O índice Hang Seng Properties caiu para um mínimo de 52 semanas, perdento 6,69% ​​no dia.

As ações das seguradoras listadas na cidade também viveram um dia de grandes perdas.A AIA Group caiu 4,94% enquanto a Ping An Insurance caiu 5,78%.

Os mercados da China continental, Japão e Coreia do Sul fecharam nesta segunda-feira para feriados.

Calote da Evergrande na China

A Evergrande, segunda maior incorporadora imobiliária da China, foi a público no dia 14, terça-feira, afirmar que existe a possibilidade da companhia dar um calote no mercado financeiro, visto a dificuldade de honrar suas dívidas neste momento. Atualmente, o montante da dívida passa dos US$ 300 bilhões.

Com uma soma tão grande a ser paga, analistas já alertam para a possibilidade de um colapso no sistema financeiro chinês, o que eventualmente também geraria problemas nos mercados e nas economias internacionais. A Evergrande também tomou empréstimos em outros países.

A companhia alega estar sob “tremenda pressão” e estende o risco de calote para os próximos meses, o que tem derrubado as ações da Evergrande, fundada em Guangzhou (China), na bolsa de Hong Kong, onde está listada.

O comunicado da companhia chegou à bolsa quando a incorporadora também reportou que suas vendas mensais caíram quase 50% entre os entre os meses de junho e agosto, passando de passando de ¥ 71,6 bilhões (US$ 11 bilhões) para ¥ 38,1 bilhões (US$ 5,9 bilhões).

No documento, a Evergrande culpou as “reportagens negativas” da imprensa pelo desempenho ruim no período – em que concorrentes do ramo imobiliário tiveram o resultado oposto, de alta nas vendas. Além disso, cita que contratou uma equipe para “avaliar a estrutura de capital do grupo e explorar todas as soluções viáveis para aliviar o problema de liquidez atual”.

Monique Lima

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