E-mail por engano do BTG Pactual (BPAC11) ocasionou “confissão” de compra da Americanas (AMER3)

E-mail por engano do BTG Pactual (BPAC11) ocasionou “confissão” de compra da Americanas (AMER3)
BTG Pactual anuncia mais uma ETF - Foto: Reprodução Facebook

A Marisa (AMAR3) e as Americanas (AMER3) se pronunciaram na última sexta (6) sobre uma negociação que pode resultar na fusão das companhias. Mas a divulgação só ocorreu depois que um e-mail foi enviado por engano pelo BTG Pactual (BPAC11). A informação é do jornal Valor Econômico.

A negociação para compra da Marisa por parte das Americanas foi confirmada ainda na sexta, quando as duas empresas publicaram fatos relevantes citando que havia ocorrido um vazamento de informação dando conta da combinação de negócio — só não especificaram que esse vazamento aconteceu por meio um e-mail do BTG Pactual, como diz a reportagem do Valor.

A mensagem foi enviada de modo equivocado por um funcionário do BTG, banco que faz parte da operação que pode terminar em uma combinação de negócios entre Marisa e Americanas. O email foi disparado para cerca de 100 endereços, contendo, em anexo, um documento de oferta não vinculante que dizia respeito à possibilidade de compra.

Na oferta é indicado que a Americanas tem interesse na compra, mas não menciona nenhuma obrigação em fechar negócio.

A transação não havia sido citada pela Americanas formalmente, e há indicativo de que o processo de compra ainda estaria em fases iniciais.

Após e-mail do BTG Pactual, Americanas nega formalização de interesse

Com a divulgação do e-mail do BTG Pactual, a Americanas confirmou que as operações não estavam em fases finais.

“A Americanas sempre monitora, no curso normal de seus negócios, inclusive por meio de seus assessores financeiros, potenciais oportunidades no mercado. Nesse contexto, os assessores da Americanas mantiveram contato preliminar com os assessores da Marisa Lojas, sem qualquer tipo de formalização de interesse por parte da Americanas”, disse a Americanas, em nota.

Simultaneamente, a Lojas Marisa informou que contratou a assessoria da Lazard para avaliar alternativas de otimização de sua estrutura de capital (incluindo sua unidade de negócios Mbank, voltada ao crédito).

No entanto, a nota da Marisa disse que ainda não há qualquer acordo concreto para a realização de uma operação, seja com as Americanas S.A., ou com outro participante de mercado. A varejista também está sendo assessorada pelo Credit Suisse na operação.

O fato relevante faz parte de um esforço por parte das Lojas Marisa de encontrar um parceiro de negócios para sair do momento de dificuldades, procurando um comprador em potencial.

Em conversas passadas, a família Goldfarb, controladora da Marisa, já teria conversado com a Renner (LREN3) e a própria Americanas, sem chegar a um acerto – o que pode estar ocorrendo agora, nesta oferta de que o BTG Pactual participa.

Eduardo Vargas

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