Dólar sobe por cautela no exterior antes do Fed e com risco fiscal no Brasil

Dólar sobe por cautela no exterior antes do Fed e com risco fiscal no Brasil
Nota de dólar. Foto: Pixabay

O dólar opera em alta na manhã desta sexta-feira, 21, após cair 2,65% nos últimos dois dias. Os investidores adotam cautela fiscal em meio a incertezas locais em torno da sanção do Orçamento de 2022 e sobre os preços dos combustíveis no País.

Às 11h desta sexta-feira, o dólar hoje subia 0,39%, a R$ 5,44. O dólar futuro para fevereiro ganhava 0,76%, a R$ 5,47.

Lá fora, também predomina uma postura mais defensiva e as bolsas internacionais recuam em meio à demanda por Treasuries, cujos preços sobem e suas taxas de retorno caem, antes da reunião do política monetária do Federal Reserve, na próxima semana. A expectativa quase consensual do mercado é que o BC dos EUA não alterará a política monetária agora, mas sim na próxima reunião, de março, em resposta à persistência da inflação no país.

Mas cortes de juros adicionais na China, divulgados hoje, ajudam para a valorização de algumas moedas emergentes e ligadas a commodities frente o dólar no mercados de moedas e o euro também sobe ante a divisa americana.

O presidente Jair Bolsonaro deve decidir hoje sobre a sanção do Orçamento de 2022. Bolsonaro precisa decidir se concederá ou não aumento salarial apenas para os policiais neste ano e também sobre o corte das emendas parlamentares para cobrir o furo de R$ 9 bilhões na peça orçamentária.

Discussões políticas visando baixar os preços dos combustíveis também estão no radar. Um operador de câmbio afirma que a proposta de isenção de tributos PIS-Cofins sobre combustíveis e energia elétrica em estudo pode ter efeito muito negativo sobre a arrecadação do governo federal em relação ao benefício tributário previsto aos consumidores por meio a queda de preços da gasolina, diesel e etanol.

Fonte da equipe econômica calcula que o impacto de queda na arrecadação pode chegar a um total de R$ 57 bilhões ou mais, com eventual isenção de tributos federais sobre combustíveis e energia elétrica, apurou o jornalista Adriana Fernandes, do Estadão/Broadcast. No caso dos combustíveis, a redução de preços aos consumidores poderia ficar em R$ 0,18 a R$ 0,20 no litro da gasolina, diesel e etanol.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quinta-feira (20), o dólar encerrou o pregão em queda de 0,9%, negociado a R$ 5,41.

Poliana Santos

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