Dólar cai a R$ 5,23, com dados de emprego nos EUA

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O dólar abriu esta sexta-feira (5), em alta leve, alinhado à valorização no exterior, mas passou a cair frente ao real com a recuperação do petróleo e dos futuros de Nova York, que caíam mais cedo, em meio a compasso de espera pelo relatório de emprego de julho dos Estados Unidos, o Payroll, que será divulgado às 9h30.

A cotação do dólar opera em queda de 0,33%, a R$ 5,234, por volta das 11h50.

A expectativa dos analistas é a de que a economia dos EUA tenha criado 250 mil vagas em julho, de acordo com a mediana das projeções de 28 economistas ouvidos pelo Projeções Broadcast.

Caso se confirme, o resultado representará uma desaceleração, após os 372 mil postos criados em junho, e será mais um sinal da perda de fôlego da atividade em geral no país, o que pode impactar no preço do dólar.

A mediana dos analistas consultados para a taxa de desemprego é que siga em 3,6%. Para o salário médio por hora, a mediana aponta para alta mensal de 0,3%, com ganho de 4,9% na comparação anual.

Na quinta-feira (4) o valor do dólar caiu 1,09%, a R$ 5,2204 no mercado à vista, acompanhando a tendência internacional e precificando a leitura de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve encerrar o ciclo de aperto monetário, com possibilidade reduzida, na visão dos agentes, de uma alta de 0,25 ponto porcentual em setembro.

O mercado antecipou para o primeiro semestre de 2023 as apostas de corte da taxa básica, o que derrubou a curva de juros também, especialmente os vértices intermediários.

Mais cedo hoje, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,38% em julho, após uma alta de 0,62% em junho, algo que também está no radar dos investidores do dólar hoje.

Esse resultado do indicador ficou próximo do piso das estimativas da pesquisa do Projeções Broadcast, que iam de uma queda de 0,41% a um avanço de 0,19%, com mediana de queda de 0,18%. Com o resultado, o IGP-DI acumulou avanço de 7,44% no ano e de 9,13% em 12 meses até julho.

A queda nas cotações das commodities contribuíram para a deflação e para uma nova movimentação do dólar. “As quedas verificadas nos preços de grandes commodities – minério de ferro (de -1,63% para -12,94%), soja (de -0,81% para -2,27%) e milho (de -3,30% para -4,98%) – explicam a desaceleração da inflação ao produtor”, diz a nota divulgada pela FGV.

O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) de julho subiu 0,36%, após a elevação de 0,57% registrada em junho.

Última cotação do dólar

O dólar encerrou a sessão de ontem (4) em queda de 1,47%, cotado a R$ 5,251, interrompendo quatro altas diárias consecutivas.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

João Vitor Jacintho

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