Dólar fecha no menor patamar em 15 dias, a R$ 5,41

Em dia de menor liquidez por conta do feriado estadual em São Paulo, o dólar fechou a R$ 5,41, com uma queda de 1,12% nesta terça-feira (9).

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Com isso, a cotação do dólar chegou ao seu menor patamar nas últimas duas semanas.

O cenário segue sendo de um ser alívio nos ruídos relativos à política fiscal e a condução da política monetária que fizeram a moeda subir consideravelmente na última quinzena.

Na terça-feira passada o dólar chegou a bater R$ 5,70 durante a sessão, fechando na casa dos R$ 5,67 neste dia.

A queda do dólar ante o real ocorreu apesar do fortalecimento da moeda americana ante outras internacionais.

Isso porque hoje aconteceu uma audiência ao Senado norte-americano em que o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), Jerome Powell, foi sabatinado.

As declarações foram vistas como mistas.

Powell comentou que a inflação começou a cede, porém o progresso é “modesto” em relação à meta de 2% do Fed.

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Dólar pode se fortalecer com cortes do Fed

A grande discussão do mercado é sobre quando o Fed irá iniciar o ciclo e flexibilização de política monetária.

No início do ano o mercado esperava cortes já no primeiro semestre, mas essa tese caiu por terra e agora o mercado espera um corte no fim do ano.

As expectativas são calibradas conforme os dados de atividade econômica são divulgados – incluindo Payroll, CPI, Pedidos Iniciais por Seguro Desemprego e outros.

Fabio Murad, sócio da Ipê Avaliações, comenta que a possível redução da taxa de juros pelo Fed, que pode ocorrer em setembro ou dezembro, terá impactos significativos no cenário econômico global e, consequentemente, no Brasil.

“Com a diminuição dos juros nos Estados Unidos, é esperado um aumento no fluxo de capitais para o mercado norte-americano, o que tende a fortalecer o dólar em relação a outras moedas, incluindo o real brasileiro. Esse movimento pode pressionar a inflação no Brasil, uma vez que a valorização do câmbio encarece as importações”, explica.

“Além disso, com a saída de recursos financeiros do Brasil em direção aos EUA, o Banco Central do Brasil pode enfrentar desafios adicionais na gestão da política monetária, possivelmente mantendo a taxa Selic elevada para conter a inflação e tentar atrair investidores”, completa, sobre a influência no dólar.

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Eduardo Vargas

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