Dólar dispara a R$ 5,29 após tensão política e alta da inflação

Dólar dispara a R$ 5,29 após tensão política e alta da inflação
Dólar. Foto: Pixabay

O dólar opera em escalada nas negociações desta quinta-feira (8) batendo máxima a R$ 5,2950 no mercado à vista e a R$ 5,3090 no dólar agosto.

Os ajustes no dólar, assim, precificam incertezas locais – com as reformas em meio agravamento da crise política, após voz de prisão em plena CPI da Covid ontem, nota de repúdio pública pelos comandantes das Forças Armadas contra o presidente da CPI, Omar Aziz, e novos ataques do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao STF e impasse na reforma tributária – e a aversão a risco no exterior.

O mercado de câmbio acompanha a valorização da moeda americana frente outras divisas emergentes e ligadas a commodities, após a indicação de que a China poderá relaxar sua política monetária para estimular a economia e da divulgação da ata do Federal Reserve menos dura que o esperado ontem.

Investidores temem que as fragilidades persistentes nesses países possam comprometer a recuperação da economia global e migram para a segurança dos títulos do Tesouro americano, pressionando os juros para baixo e os preços para cima.

Além do dólar, IPCA também sobe

O IPCA de junho (0,53%) veio perto do piso (0,52% a 0,79%) das estimativas captadas pelo Projeções Broadcast. Nesse contexto, a queda dos rendimentos dos Treasuries americanos, após ata do Federal Reserve menos dura que o esperado, e dos bônus (Bund) alemão de 10 anos, após revisão da estratégia de política monetária do BCE, não chegam a influenciar diretamente os ajustes do mercado de câmbio.

Mais cedo, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que passará a adotar meta de inflação de 2% no médio prazo, ao divulgar os resultados da revisão de sua estratégia de política monetária. A nova estratégia passará a ser aplicada já na próxima reunião do BCE, em 22 de julho. Anteriormente, o BCE perseguia meta de inflação “ligeiramente abaixo” de 2%.

O BCE também confirmou que as taxas de juros continuam sendo seu principal instrumento de política monetária, acrescentando que orientações futuras, compras de ativos e operações de refinanciamento de longo prazo continuarão fazendo parte de sua “caixa de ferramentas” e serão utilizadas, conforme a necessidade.

Às 9h22, o dólar à vista desacelerava a alta, cotado a R$ 5,280 (+0,73%). O dólar futuro de agosto subia 0,84%, a R$ 5,2905. Lá fora, o Dollar Index cai 0,21%, a 92,448 pontos, mas a moeda americana segue em alta frente divisas emergentes e ligadas a commodities, como peso mexicano (+0,49%).

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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