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Dólar inverte sentido e opera em alta, com aversão a risco e desemprego

Dólar inverte sentido e opera em alta, com aversão a risco e desemprego
Dólar teve queda global nesta sexta . Foto: Pixabay

O dólar abriu, nesta sexta-feira (30), com uma tendência de baixa. Contudo, logo depois inverteu o sentido e passou a subir e ultrapassou a casa de R$ 5,11 no mercado à vista, com o cenário exterior de aversão ao risco.

Os ajustes no dólar ocorrem sob influência da aversão a risco no exterior e alta das commodities, além de pressão de investidores comprados em contratos cambiais (apostaram na alta das cotações).

“Hoje a situação global não está positiva”, diz o especialista em câmbio Jefferson Laatus. “A Ásia tem um cenário bem pesado. No Japão, as preocupações agora estão voltadas frente ao avanço da Covid-19.”

O especialista também cita as interferências do governo da China na economia, tanto em empresas de tecnologia, como no setor bancário, limitando uma taxa anual na concessão de empréstimos. A exportação de aço também é alvo de restrições do governo chinês.

Os “comprados” defendem uma Ptax mais forte de hoje, que será referência na próxima segunda-feira (2) para os ajustes de contratos cambiais e resultados corporativos de fim de julho.

Já os “vendidos” em contratos cambiais (apostaram na queda) se beneficiaram das perdas recentes, mas ainda estão em desvantagem ante os comprados porque o dólar acumula alta de 2,70%, às 9h27.

Outro catalisador da correção de alta é a taxa de desemprego no Brasil, que subiu a 14,6% no trimestre encerrado em maio, acima da mediana esperada pelo mercado (14,5%), mas dentro do intervalo das projeções (de 14,2% a 15,2%).

No trimestre até abril, a taxa de desocupação estava em 14,7%. Além disso, a renda média real do trabalhador piorou, ficando a R$ 2.547,00 no trimestre encerrado em maio, queda de 3,2% em relação a igual período do ano anterior, segundo o IBGE.

Também a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 215,5 bilhões no trimestre até maio, recuo de 2,5% ante igual período do ano anterior.

Os ativos financeiros olham ainda para os riscos fiscais, diante da notícia de que o governo considera bancar o novo Bolsa Família com recursos fora do limite de despesas, conforme apurou o Broadcast/Estadão.

Cotação do dólar

Às 9h27 desta sexta, o dólar à vista subia 0,57%, a R$ 5,1080. O dólar para setembro, mais negociado a partir de hoje, ganhava 0,57%, a R$ 5,1280.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

Jader Lazarini

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