Dólar abre em alta com vislumbre de corte de juros nos EUA até o final do ano

O dólar hoje negociava no verde no mercado à vista por volta das 11h40 (de Brasília), com leve alta de 0,12%, a R$ 5,1528 por dólar.

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“As bolsas nos EUA estão caminhando para a sua primeira queda semanal em mais de um mês, à medida que os investidores postergaram suas expectativas para o primeiro corte de juros pelo Federal Reserve,” comenta análise da Guide Investimentos nesta manhã de alta do dólar.

Em meio a incertezas sobre o corte de juros nos EUA, após os PMIs americanos em maio virem acima do esperado na quinta-feira (23). As encomendas de bens duráveis nos EUA subiram 0,7% em abril ante março, superando a previsão de queda de 0,6%, outra fator que impacta a cotação do dólar.

“Os contratos futuros agora apontam para um primeiro corte de juros pelo Fed apenas em dezembro, ao invés de novembro”, avalia a Guide, levando em conta a ata mais dura do Fed, a manutenção de uma postura mais conservadora pelos dirigentes do BC americano em falas ao longo da semana e dados mais robustos do que o esperado para os Flash PMIs (Índices de Gerentes de Compras Preliminar) americanos, divulgados na quinta-feira (23).

O Presidente do Federal Reserve Bank de Atlanta, Raphael Bostic, discursou ontem, apontando mais razões para acreditar que as taxas podem permanecer altas por mais tempo.

Segundo Bostic, a política monetária está sendo pouco eficaz na desaceleração do que em ciclos anteriores.

Ainda podem ocorrer mais mudanças no cãmbio do dólar e nas expectativas dos investidores hoje, com o discurso de um membro do conselho do Fed, Christopher Waller.

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Agenda Brasil e indicadores que podem influenciar a cotação do dólar

Na agenda Brasil, são aguardadas as palestras do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em seminário do FGV Ibre, no Rio (14h), onde o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do BC, Paulo Picchetti, também falará à tarde;

O resultado das transações correntes no Brasil em abril mostrou déficit de US$ 2,515 bilhões, superando as estimativas mais pessimistas, que indicavam resultado negativo de US$ 2,492 bilhões. O Investimento Direto no País (IDP) também frustrou ao somar US$ 3,867 bilhões, abaixo da mediana das estimativas (US$ 4,65 bilhões).

O Banco Central (BC) informou também que o fluxo cambial total no País está negativo em US$ 755 milhões em maio até o dia 22. A cifra é resultado de um fluxo comercial positivo de US$ 1,671 bilhão e de um fluxo financeiro negativo de US$ 2,426 bilhões no período.

Após duas altas consecutivas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 4 pontos em maio, a 89,2 pontos, na série com ajuste sazonal, informou mais cedo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em abril, o indicador havia atingido 93,2 pontos. Com o resultado, a média móvel trimestral do índice caiu 0,2 ponto.

Segundo a FGV, as enchentes no Rio Grande do Sul também abalaram a confiança do consumidor brasileiro em maio via deterioração das expectativas, uma vez que a avaliação sobre o momento atual ficou estável.

O IPC-S acelerou em 4 das 7 capitais pesquisadas na 3ª quadrissemana de maio.

Nos EUA, são esperados ainda indicadores de confiança do consumidor e expectativas de inflação (11h), além de comentários do diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, em conferência do BC da Islândia (10h20).

Vale lembrar que, na próxima semana, haverá feriados de Memorial Day, nos EUA

Na semana que vem, a segunda-feira é marcada nos EUA pelo feriado de Memorial Day, e no Brasil, a quinta-feira celebra Corpus Christi.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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Camila Paim

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