Brasil acelera em data centers e puxa corrida por energia limpa

A expansão global da inteligência artificial e do processamento de dados está reposicionando o setor elétrico como uma das principais frentes de investimento de longo prazo. Nesse contexto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, revelou que os pedidos de conexão de projetos de data centers à rede somam 38 GW — volume superior à capacidade instalada de muitos países. O avanço consolida o tema energético como pilar estratégico para a competitividade digital do país.

Para investidores, o movimento reforça a atratividade de ativos ligados à geração renovável, eixo central do SNEL11. O fundo, com patrimônio líquido próximo de R$ 905 milhões, opera um portfólio de 20 usinas solares em oito estados, oferecendo exposição ao crescimento estrutural do consumo. Com a aceleração de IA, nuvem e armazenamento, a demanda por energia limpa tende a se intensificar, sustentando ciclos de expansão.

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R$ 159 bilhões em investimentos projetados

Segundo Silveira, 7,1 GW das solicitações já em análise representam R$ 159 bilhões em investimentos projetados. O ministro destacou que o desenvolvimento dos data centers no Brasil depende de energia limpa, abundante e a preços competitivos. Para ele, a infraestrutura digital é tema de soberania, pois a corrida global por IA exige, além de tecnologia, robustez energética.

“Quando falamos em data centers, falamos principalmente de energia”, disse no Fórum Jurídico de Lisboa. Esse entendimento explica o avanço de ativos de infraestrutura elétrica na carteira dos investidores institucionais. Dados do MME apontam que as solicitações para novos projetos cresceram 330% entre 2024 e 2025, evidenciando o interesse de grandes corporações.

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Brasil ganha tração como hub regional de data centers

Relatório da JLL indica que o país concentra cerca de 48% da capacidade operacional da região e 71% dos projetos em construção. São Paulo e Barueri lideram com 236 MW instalados, seguidos por Querétaro (México) e Campinas. O impulso digital também alcança Rio de Janeiro, Santiago, Buenos Aires e Bogotá, ampliando a malha de conectividade.

Para o SNEL11, essa expansão é um catalisador para o setor elétrico renovável. Embora sem exposição direta a data centers, o fundo se beneficia do aumento da demanda por fontes limpas, com potencial de acelerar originação e escala de projetos.

O SNEL11 registrou em maio R$ 92 milhões em negociações e alcançou 96 mil cotistas, consolidando-se como o maior fundo de energia da bolsa brasileira. Em abril, obteve resultado próximo de R$ 11 milhões e manteve distribuição de R$ 0,10 por cota, sinalizando consistência operacional e interesse crescente por transição energética.

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Redação Suno Notícias

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