Chuvas em Minas Gerais podem gerar perdas de R$ 1,1 bilhão, diz Fiemg

Chuvas em Minas Gerais podem gerar perdas de R$ 1,1 bilhão, diz Fiemg
Volume de chuvas em Minas Gerais ocasionou paralisação de operação de empresas. Foto: Marco Evangelista/Imprensa MG

Cálculos da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) indicam que as chuvas em Minas Gerais devem causar um prejuízo de mais R$ 90 milhões por dia para a economia com a interdição de estradas e paralisação das atividades econômicas. Nos dez primeiros dias do ano, calcula-se que as perdas podem ultrapassar R$ 1,1 bilhão – equivalentes a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O setor industrial sozinho sofre um impacto de R$ 41 milhões.

De acordo com a Defesa Civil, entre de 1º de outubro de 2020 a 13 de janeiro deste ano, foram registrados 25 óbitos em decorrência das fortes chuvas.

Além disso, 4.047 pessoas foram desabrigadas e outras 26.492 foram desalojadas. Dos 853 municípios mineiros, 374 já decretaram situação de emergência.

A Fiemg aponta que 17 mil empresas foram impactadas nas cidades que tiveram estradas interditadas. Somadas, elas empregam 225 mil pessoas.

Considerando apenas o setor industrial, foram 2.340 companhias afetadas, com cerca de 80 mil postos de trabalho. As chuvas também interromperam a operação de ferrovias no Estado, travando o escoamento de cargas para os portos do litoral.

A entidade destaca que o governo federal já destinou R$ 48 milhões em ajuda para os municípios mineiros, mas adianta que irá auxiliar as prefeituras no pedido por mais recursos para a reparação dos estragos causados pelos temporais.

Minas Gerais acessa poucos recursos do governo federal porque muitas vezes os municípios pequenos não têm infraestrutura para fazer a solicitação”, considerou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

Chuvas intensas fazem Vale e mineradoras suspender atividades

As chuvas fortes que atingem a região Sudeste, especialmente em Minas Gerais, causaram a interrupção de atividades das principais companhias de mineração no estado.  Cinco delas anunciaram que interromperam a produção nesta segunda (10): Vale (VALE3)Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) (CSNA3),  CSN Mineração (CMIN3), Vallourec e a controlada de mineração da Usiminas (USIM5).

Vale disse que paralisou parcialmente a circulação de trens na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e a produção dos sistemas sudeste e sul devido ao nível elevado de chuvas.

Apesar disso, a Vale ressaltou que considera o impacto sazonal do período chuvoso em todas as operações em seu plano de produção e, portanto,  reitera seu guidance de produção de 320 a 335 mil toneladas de minério de ferro para 2022.

De acordo com o fato relevante, divulgado nesta segunda-feira (10), a Vale considera o impacto sazonal do período chuvoso em todas as operações em seu plano de produção e, portanto, a mineradora reitera seu guidance de produção de 320 a 335 mil toneladas de minério de ferro para 2022.

No sistema sudeste, a EFVM foi paralisada no trecho Rio Piracicaba – João Monlevade impedindo o escoamento do material em Brucutu e no Complexo de Mariana, que estão com a produção suspensa. O trecho Desembargador Drummond – Nova Era também está paralisado, mas em fase de liberação e não afetou a produção do Complexo de Itabira.

Já no sistema sul, em função da interdição de trechos das rodovias BR-040 e MG-030, da segurança de circulação de empregados da Vale e da infraestrutura da frente de lavra das minas, a produção de todos os complexos está temporariamente paralisada.

A mineradora informou ainda que o sistema norte segue operando.

“A Vale está tomando todas as medidas necessárias para a retomada das atividades, mantendo o foco nos cuidados necessários para garantir a segurança dos empregados e das comunidades localizadas no entorno de suas estruturas”. A companhia assegurou que retornará suas operações assim que a situação da chuva em Minas Gerais melhorar.

(Com informações da Agência Estado)

Bruno Galvão

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