CCR (CCRO3) pagará dividendos de R$ 153,8 milhões; veja valor por ação

CCR (CCRO3) pagará dividendos de R$ 153,8 milhões; veja valor por ação
CCR (CCRO3) - Rodovias. Foto: Divulgação

A CCR (CCRO3) anunciou nesta quinta (25) a distribuição de dividendos no valor total de R$ 153,8 milhões, correspondentes ao valor unitário de R$ 0,07 por ação ordinária, informou a companhia em comunicado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

Serão considerados aptos para o pagamento dos dividendos da CCR os acionistas detentores de ações da companhia até o fechamento do pregão do dia 30 de novembro de 2021. As ações passarão a ser negociadas como “ex dividendos” a partir de 1º de dezembro.

O pagamento será realizado no dia 15 de dezembro. Em nota, a CCR  também informa que os dividendos são originários de parte dos lucros apurados entre 1º de janeiro e 30 de setembro deste ano.

As ações da CCR encerram o pregão desta quinta em alta de 2,07%, cotadas a R$ 11,82. Porém, os papéis já acumulam queda de 10,93% apenas neste ano.

CCR vence leilão da rodovia Dutra

Em outubro último a CCR foi a vencedora do leilão da rodovia Dutra e da BR/101 (SP/RJ), em processo de relicitação que envolvia disputa com a EcoRodovias (ECOR3), empresas da área de concessões rodoviárias no País. Com isso, a CCR continua a administrar a rodovia por mais 30 anos e vai fazer investimentos de R$ 15 bilhões.

A CCR ganhou o leilão depois de propor desconto de 15,31% em tarifa de pedágio e outorga de R$ 1,8 bi. A Ecorodovias sugeriu desconto de 10,6% em cima da tarifa de pedágio.

A companhia, que assumiu a concessão da Dutra em 1996, vai administrar 625,8 quilômetros da rodovia entre São Paulo e Rio de Janeiro por um período de mais 30 anos. Outros 272 quilômetros da rodovia Rio-Santos (BR 101), entre Rio e Ubatuba (SP), ficarão também com a CCR. A empresa será responsável por revitalizar o trecho, agora sob gestão privada.

Responsável pela movimentação de quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a Dutra é considerada a “joia da coroa” nas concessões rodoviárias pelo tráfego e por ligar duas das regiões mais ricas do Brasil. Além disso, corta o importante polo industrial do Vale do Paraíba, sendo assim de vital importância para a CCR.

Bruno Galvão

Compartilhe sua opinião