BRCO11 reduz lucro em dezembro e mantém proventos estáveis
O fundo de investimento imobiliário BRCO11 encerrou dezembro com resultado financeiro de R$ 11,607 milhões, abaixo dos R$ 14,541 milhões de novembro. No mês, as receitas totalizaram R$ 17,048 milhões, enquanto os gastos operacionais somaram R$ 5,441 milhões, mantendo a disciplina de custos em linha com períodos anteriores e refletindo um portfólio com performance resiliente.
Em dezembro, a receita de imóveis permaneceu estável frente a novembro de 2025, ainda sem captar, pelo regime de caixa, os efeitos das recentes aquisições dos empreendimentos Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho. Esse defasagem contábil indica potencial de incremento de resultados nos próximos meses, à medida que as novas compras passarem a impactar integralmente as receitas do BRCO11.
As despesas de propriedades tiveram saldo positivo, apoiadas pela devolução de IPTU do ativo em Canoas, valor repassado pelo locatário M. Dias Branco. Esse ajuste extraordinário contribuiu para aliviar pressões operacionais e reforçar a geração de caixa no curto prazo, favorecendo a estabilidade dos proventos distribuídos aos cotistas.
No mês, o fundo pagou R$ 0,87 por cota, com dividend yield anualizado de 8,9% calculado sobre o preço de fechamento do período. O pagamento de dividendos do BRCO11 correspondeu a 135,1% do lucro caixa mensal e a 95,7% do resultado semestral, amparado por um histórico de lucro caixa não distribuído de R$ 23,1 milhões, equivalente a R$ 1,28 por cota, que serve como colchão de distribuição.
A carteira do fundo soma 14 propriedades logísticas e 591 mil m² de ABL, com potencial de expansão de até 15%. A receita anual estabilizada supera R$ 211 milhões, sendo 71% proveniente de ativos de last mile, com cerca de 23% da ABL localizada em um raio de até 25 km da capital paulista, importante eixo logístico do país. A vacância física do fundo imobiliário BRCO11 é de 7%.
Os contratos têm prazo médio remanescente de 4,5 anos, com 36% em formatos atípicos, conferindo previsibilidade. No crédito, mais de 74% dos inquilinos possuem grau de investimento (AAA(br) a AA(br) ou equivalentes), e 13 dos 14 imóveis atendem ao padrão técnico A+. A estratégia do BRCO11 assegura 100% de participação em todos os ativos e não utiliza Renda Mínima Garantida (RMG), mantendo governança e alinhamento com o mercado.