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Bolsonaro é internado em hospital de São Paulo para tratar obstrução intestinal

Bolsonaro é internado em hospital de São Paulo para tratar obstrução intestinal
Afirmações sobre vale gás da Petrobras ocasionaram comunicado da companhia - Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro foi transferido e internado em São Paulo, após receber diagnóstico de uma obstrução intestinal na tarde desta quarta (14), no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília.

Bolsonaro havia sido hospitalizado para investigar a causa de soluços persistentes. A decisão de transferir Bolsonaro para São Paulo foi tomada pelo médico Antonio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente.

Nos últimos dias, o presidente vinha enfrentando uma crise de soluços.

Ele embarcou de Brasília para a capital paulista  às 17h30, num avião da FAB (Força Aérea Brasileira), e chegou no início da noite desta quarta-feira (14). Ele ficará internado no Hospital Vila Nova Star, zona sul da cidade, pelos próximos dias.

A equipe médica do hospital divulgou, às 21h30, um boletim. A nota diz que o presidente “ficará internado, inicialmente, em tratamento clínico conservador”.

Não há previsão de cirurgia, por enquanto

A possibilidade de cirurgia de emergência, segundo os médicos, está, por enquanto, afastada.

“O senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal. Após avaliações clínica, laboratoriais e de imagem realizadas, o presidente permanecerá internado inicialmente em tratamento clínico conservador”, diz o boletim.

O informativo é assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião-chefe), Ricardo Camarinha (cardiologista do presidente), Leandro Echenique (clínico e cardiologista), Antônio Antonietto (diretor médico do hospital) e Pedro Henrique Loretti (diretor-geral do hospital). Não foi informado por quanto tempo o presidente deverá permanecer internado.

Bolsonaro se queixava de soluços constantes

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente, afirmou que o pai estava se sentindo bem após a internação no Hospital das Forças Armadas.

O parlamentar disse mais cedo que o presidente ficaria em observação por três dias, para analisar a necessidade de procedimentos adicionais, inclusive uma eventual nova cirurgia.

“Falei com o médico dele, que me tranquilizou, falou para a família ficar calma, que não tinha nada de mais grave acontecendo. Passou o telefone para ele, [estava] um pouco grogue pela anestesia, disse para ficar tranquilo”, afirmou o senador a jornalistas após o encerramento da sessão da CPI da Pandemia.

Ainda de acordo com Flávio, não há definição se o presidente terá de se licenciar do cargo.

Agenda cancelada

Por causa da internação, a agenda do presidente foi cancelada. Nesta manhã, ele participaria de uma reunião entres os presidentes do Judiciário, Executivo e Legislativo, para discutir as relações entre os poderes. O encontro será reagendado.]

Nos últimos dias, Bolsonaro vinha apresentando, além de soluços persistentes, mal-estar, que o levaram a ser internado durante a madrugada no HFA.

“Após exames realizados no HFA, em Brasília, o dr. Macedo, médico responsável pelas cirurgias no abdômen do Presidente da República, decorrentes do atentado a faca ocorrido em 2018, constatou uma obstrução intestinal e resolveu levá-lo para São Paulo onde fará exames complementares para definição da necessidade, ou não, de uma cirurgia de emergência”, disse em nota oficia, a Secretaria de Comunicação Social do Ministério das Comunicações.

No Palácio do Planalto, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, falou sobre o estado de saúde de Bolsonaro.

“O presidente está bem, foi sedado pela manhã para descansar. Acordou, conversou com o médico, e o médico vai levar ele para São Paulo. Ainda não tenho o nome do hospital, mas creio que seja o mesmo hospital onde ocorreram as outras cirurgias do presidente com o Dr. Macedo”, disse.

Sete cirurgias após o atentado

Desde o atentado na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro já passou por um total de sete cirurgias na região do abdômen para correção das lesões sofridas no intestino.

Há alguns meses, ele afirmou a apoiadores que faria ainda uma nova operação, dessa vez para remover uma hérnia.

Em postagem no Twitter, o presidente comentou sobre o seu estado de saúde e voltou a mencionar o atentado que sofreu.

“Um atentado cruel não só contra mim, mas contra a nossa democracia. Peço a cada um que está lendo essa mensagem que jamais desista das nossas cores, dos nossos valores! Temos riquezas e um povo maravilhoso que nenhum país no mundo tem. Com honestidade, com honra e com Deus no coração é possível mudar a realidade do nosso Brasil. Assim seguirei!”, escreveu Bolsonaro.

(Com informações da Agência Brasil)

Redação Suno

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