Bolsas asiáticas fecham em alta, com recorde em Tóquio; Europa também avança

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quinta-feira (22), com a de Tóquio renovando máxima histórica, à medida que ações de tecnologia da região foram impulsionadas por balanço melhor do que o esperado da fabricante de chips americana Nvidia e após novas iniciativas de Pequim para estabilizar os mercados chineses.

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Esse cenário pode influenciar nas negociações do Ibovespa hoje. Na quarta-feira (21), o índice fechou em ligeira valorização de 0,09%, aos 130.031,58 pontos.

No fim da tarde de ontem, a Nvidia (NVDC34), cujo desempenho depende em boa parte de suas atividades na Ásia, superou expectativas de lucro e receita em balanço trimestral.

Entre as bolsas asiáticas, o índice Nikkei saltou 2,19% em Tóquio hoje, a 39.098,68 pontos, superando o recorde de fechamento anterior, que perdurava desde 1989, enquanto o Hang Seng avançou 1,45% em Hong Kong, a 16.742,95 pontos, o sul-coreano Kospi teve alta de 0,41% em Seul, a 2.664,27 pontos, também após o banco central local (BoK) deixar seu juro básico inalterado em 3,5% pela nova vez seguida, e o Taiex registrou ganho de 0,94% em Taiwan, a 18.852,78 pontos.

No mercado japonês, destacou-se o SoftBank Group (+6%), controlador do desenvolvedor de chips britânico Arm. Já na Coreia do Sul, a fabricante de chips de memória SK Hynix, que fornece chips de inteligência artificial (IA) para a Nvidia, subiu 5%, enquanto a fabricante de equipamentos para embalagem de chips Hanmi Semiconductor avançou 6,7%.

Ainda entre as bolsas asiáticas, na China continental, as bolsas ampliaram ganhos recentes após relatos de que Pequim proibiu grandes investidores institucionais de reduzirem participações acionárias na abertura e no fechamento de cada dia de negócios, como parte de uma estratégia para sustentar os mercados acionários domésticos. O Xangai Composto subiu 1,27%, a 2.988,36 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve ganho similar, de 1,29%, a 1.650,10 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável, mas conseguiu interromper uma sequência de dois pregões negativos. O S&P/ASX 200 garantiu ligeira alta de 0,04% em Sydney, a 7.611,20 pontos, depois de oscilar dentro de uma margem estreita ao longo da sessão.

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Bolsas da Europa sobem após balanço da Nvidia, mas PMIs de manufatura fracos limitam ganhos

As bolsas europeias operam em alta na manhã desta quinta-feira (22), após o robusto balanço da fabricante de chips americana Nvidia impulsionar o apetite por risco nos mercados globais. Os ganhos, porém, são limitados por novos sinais de fraqueza na manufatura da zona do euro.

Por volta das 7h40 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,54%, a 493,72 pontos, depois de atingir recorde intradiário de 495,81 pontos, superando a máxima anterior de 495,36 pontos alcançada em janeiro de 2022.

No fim da tarde de ontem, a Nvidia superou expectativas de lucro e receita em balanço trimestral, ajudando a impulsionar ações da indústria de semicondutores, em especial na Ásia.

Ao longo da madrugada, grandes empresas da Europa também publicaram balanços.

Em Madri, a ação da Telefónica avançava 1,6% no horário acima, após a companhia de telecomunicações espanhola divulgar receita e oibda acima das expectativas. Já em Londres, a da Anglo American avançava 3,2%, depois de a mineradora apresentar Ebitda ajustado anual um pouco maior do que o previsto.

A última rodada de dados de atividade econômica (PMIs) europeus, por outro lado, decepcionou os investidores, principalmente por causa do componente de manufatura, pesando tanto no euro quanto na libra. Na zona do euro, o PMI industrial caiu para 46,1 em fevereiro, contrariando previsão de alta a 47.

Revisão da Eurostat, por sua vez, apenas confirmou que a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro desacelerou levemente em janeiro, a 2,8%, permanecendo bem acima da meta do Banco Central Europeu (BCE), de 2%.

Ainda na manhã de hoje, o BCE divulga ata da reunião de política monetária de janeiro, quando os juros básicos do bloco ficaram inalterados pela terceira vez seguida. Ontem, em sua própria ata, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reforçou sinais de que não tem pressa de começar a reduzir juros.

Às 7h55 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,09%, a de Paris avançava 0,77% e a de Frankfurt ganhava 1,19%. Já as de Milão e Madri tinham altas de 1,08% e 0,46%, respectivamente. Exceção, a de Lisboa caía 0,24%.

*Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo

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Giovanni Porfírio Jacomino

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