BB Seguridade (BBSE3): lucro sobe 20,7% no 1T22 e chega a R$ 1,2 bi

BB Seguridade (BBSE3): lucro sobe 20,7% no 1T22 e chega a R$ 1,2 bi
BB Seguridade: holding e suas empresas investidas anotaram resultado financeiro consolidado de R$ 232 milhões no trimestre, alta de 258,9%. Foto: Divulgação

A BB Seguridade (BBSE3) divulgou nesta segunda (9) os resultados do primeiro trimestre de 2022. A empresa apurou lucro líquido de  R$ 1,2 bilhão, o que representa um aumento de 20,7% em relação aos três primeiros meses de 2021. Em relação aos três últimos meses do ano passado, houve queda de 3,8%.

A empresa diz que o desempenho poderia ter sido ainda melhor “não fossem os R$ 2,2 bi em sinistros avisados do seguro agrícola no 1T22, em função do efeito climático La Niña, que impactou as culturas de soja e milho do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.”

A holding e suas empresas investidas anotaram resultado financeiro consolidado de R$ 232 milhões no trimestre, alta de 258,9% em relação ao mesmo período do ano passado e o aumento da exposição a títulos pós-fixados beneficiaram a empresa, em um período de aumento dos juros básicos. O resultado financeiro respondeu por 19,7% do lucro da empresa.

A maior contribuição positiva veio da Brasilprev, que teve resultados mais robustos diante do aumento do saldo médio de ativos rentáveis e da expansão da margem financeira, impulsionada pelo aumento da taxa Selic. Por outro lado, o menor impacto negativo da marcação a mercado de títulos e a menor taxa de atualização dos passivos também ajudaram, bem como o crescimento do desempenho operacional.

O resultado financeiro específico da holding foi de R$ 6,523 milhões, queda de 30,1% em um ano.

A companhia explica, em documento ao mercado: “A elevação da taxa média Selic e a expansão do saldo médio de ativos em quase todas as empresas foram os principais motivos que levaram a esse aumento.” E acrescenta: “Mesmo com o grande volume de perdas avisadas no seguro agrícola, o resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) cresceu 7,7% no período comparado, demonstrando mais uma vez a resiliência do modelo de negócios da companhia.”

Em março deste ano, 60,3% das aplicações do grupo eram indexadas pela inflação, ante 55,4% um ano antes. Os pré-fixados respondiam por 23,6%, de 17% um ano antes, e os pós-fixados eram 16%, de 27,5% em março de 2021, o que reflete a busca da holding por mais ativos atrelados ao movimento dos juros.

A BB Seguridade obteve R$ 2,8 bi em prêmios emitidos, crescimento de 19% em relação ao 1T21. Os prêmios superaram o intervalo de estimativas do guidance, “graças aos seguros rurais (+44,9%), ainda em função da alta nos custos de produção e da contratação de custeio para a safra de inverno.”

As seguintes modalidades mostraram forte crescimento, de acordo com a BB Seguridade:

  • vida (+8,4%), suportado pelas renovações anuais de apólices;
  • residencial (+31,4%)
  • e empresarial/massificados (+13,7%), ambos impulsionados por um melhor desempenho de vendas novas.

O volume de sinistros decorrente de casos de Covid-19 caiu 83,3% em relação ao mesmo período de 2021, para o montante de R$ 42,4 milhões. A principal causa para essa redução foi o aumento da cobertura vacinal da população, “o que fez com que a elevação no número de infecções no início do ano decorrentes da variante Ômicron não refletisse em aumento de óbitos na mesma proporção no país.”

No setor de Previdência, a BB Seguridade reportou 21% de crescimento e volume de R$ 13 bi, captação bruta que representou o melhor resultado em um primeiro trimestre da companhia.

A alocação de ativos sob gestão de planos PGBL e VGBL em fundos multimercado encerrou o primeiro trimestre representando 32,5% do total das reservas, “mantendo patamar semelhante ao do final de 2021 – com aumento de 18,2 p.p. em 12 meses e +0,7 p.p. sobre dezembro de 2021.”

A taxa média de gestão anualizada, de acordo com a empresa de seguros, chegou a 1,03%, “equivalente a um incremento de 0,02 p.p. no comparativo com o 1T21”, diz a seguradora.

Na área de capitalização a arrecadação subiu 25% e reverteu movimento de queda registrado em 2021. “A arrecadação com títulos de capitalização teve alta pelo maior ticket médio dos títulos de pagamento único”, diz a BB Seguridade. “No 1T22, o lucro líquido da operação de capitalização cresceu 10,0% em relação aos três primeiros meses de 2021, totalizando R$ 53,2 mi, suportado pelo aumento da margem financeira, em função da alta na taxa média Selic.”

O volume de vendas dos planos odontológicos também registrou crescimento: mais de 60% de suas vendas nessa modalidade de comercialização no 1T22. “No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 36%”, diz a BB Seguridade.

Com informações do Estadão Conteúdo

Marco Antônio Lopes

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