Bolsonaro diz que sofre pressões por um auxílio emergencial permanente

Bolsonaro diz que sofre pressões por um auxílio emergencial permanente
Presidente Jair Bolsonaro Bolsonaro comenta sobre a variante omicron. Foto: Marcos Corrêa PR

Passando por turbulências para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios como medida para financiar o Auxílio Brasil, o presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta sexta-feira (5) que há pressões para tornar o auxílio emergencial permanente.

“Os informais a gente calculava em 40 milhões de pessoas. O número passou a ser ainda maior. Nós atendemos com o auxílio emergencial, que alguns querem que seja permanente”, declarou o presidente em evento em Ponta Grossa (PR).

Como mostrou o Estadão/Broadcast, ganhou força no Congresso a ideia de prorrogar o auxílio emergencial, que teve a última parcela paga em 31 de outubro, diante das resistências à PEC dos precatórios.

Durante sua passagem pelo G20, na Itália, ao longo da semana passada, Bolsonaro disse ter um “plano B” para pagar os R$ 400 no Auxílio Brasil até o final de 2022, como prometeu o governo, caso a PEC dos precatórios seja rejeitada no Congresso.

O texto já foi aprovado em primeiro turno na Câmara, mas por uma margem estreita, de apenas quatro votos. A votação em segundo turno deve ocorrer na próxima terça-feira.

Há todo um planejamento para que seja pago o Auxílio Brasil, diz secretário

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, na execução do seu papel de defender os feitos da equipe econômica e de repudiar as críticas que o Ministério da Economia vem recebendo por estar lutando para aprovar a PEC dos precatórios como forma de abrir espaço no Orçamento para pagar o Auxílio Brasil, disse nesta sexta-feira que “existe todo um planejamento” para que seja pago o benefício.

Ele participou no período da tarde desta sexta de uma live organizada pela Genial Investimentos com o economista-chefe da instituição, José Márcio Camargo.

Sachsida disse ainda que, para essa equipe econômica, o teto de gastos sempre foi um pilar importante para a consolidação fiscal. No entanto, avaliou que o teto precisava ser aperfeiçoado e isso está sendo feito.

Ele afirmou também não ter dúvidas de que a PEC dos Precatórios, que abre espaço para o pagamento do auxílio, será aprovada em segundo turno na Câmara e depois no Senado.

“Não tenho dúvidas de que aprovaremos a PEC dos Precatórios. Vamos levar o Auxílio Brasil aos que mais precisam. O teto de gastos foi aperfeiçoado e discordo de que estamos arranhando a nossa credibilidade. Estamos avançando em consensos e vamos aprovar a PEC dos Precatórios”, assegurou Sachsida, negando a extensão do auxílio emergencial.

(Com informações da Agência Estado)

Bruno Galvão

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