Ataque contra navio petroleiro israelense deixa dois mortos na costa de Omã

Ataque contra navio petroleiro israelense deixa dois mortos na costa de Omã
Navio petroleiro. Foto: Pixabay

Um navio petroleiro administrado por uma empresa de navegação de propriedade de Israel foi atacado na noite da última quinta-feira (30) na costa de Omã, matando dois tripulantes, ínformou a companhia e três oficiais israelenses. As informações são do jornal The New York Times.

De acordo com dois dos oficiais, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos militares delicados, o ataque parece ter sido realizado por drones iranianos não tripulados que caíram em alojamentos sob o centro de comando do navio, ou ponte.

A empresa israelense Zodiac Maritime informou que os dois tripulantes mortos eram da Grã-Bretanha e da Romênia e que na tarde de sexta-feira o navio estava navegando sob a proteção de uma escolta naval americana.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA disse que dois navios da Marinha americana responderam a um pedido de socorro, mas não escoltavam o navio.

O Ministério da Defesa britânico disse que estava investigando relatos de um ataque a um navio mercante na costa de Omã, mas não deu mais detalhes, O oficial americano disse que o navio parecia ter sido atingido por um drone, apesar de ser cedo, acrescentou ele, para atribuir responsabilidade.

Zodiac descreveu o ataque como “uma suspeita de incidente de pirataria” a bordo do Mercer Street, um navio-tanque de 600 pés de comprimento, que partia da Tanzânia para os Emirados Árabes Unidos. O navio é de propriedade de uma empresa japonesa e navega sob bandeira da Libéria.

Mas a Zodiac, que administra a Mercer Street, é liderada por Eyal Ofer, um magnata da navegação israelense, levando alguns analistas a especular que ela pode ter sido alvo de iranianos, mesmo antes de as autoridades israelenses identificarem os drones como iranianos.

Um oficial militar israelense de alto escalão classificou o ataque mortal a uma embarcação civil desprotegida no mar de “um ato de terrorismo” do Irã.

O Irã não reivindicou publicamente ou negou responsabilidade.

A rota do navio petroleiro passaria por um estreito entre Omã e o Irã, onde diversos ataques a embarcações particulares com a bandeira de Israel ocorreram nos últimos meses – episódios que as autoridades israelenses atribuíram ao Irã.

Rafaela La Regina

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