Ambev (ABEV3) dispara após resultados do 4T25 e anúncio de JCP; veja detalhes
A Ambev (ABEV3) anunciou na manhã desta quinta-feira (12) que teve um lucro líquido de R$ 4,529 bilhões no 4º trimestre de 2025. O número representa uma queda de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da redução do lucro na comparação anual, as ações da Ambev estão operando em forte alta na manhã desta quinta-feira. Por volta das 11h30, os papéis da companhia sobem 2,28%, a R$ 16,14.
A receita líquida apurada no período foi de R$ 27,035 bilhões, queda de 8,2% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 8,845 nos três últimos meses de 2025, uma baixa de 8% na comparação anual.
Mesmo com a redução nos indicadores, os números vieram levemente acima de algumas projeções do mercado.
Ambev aprova pagamento de JCP
Também nesta manhã, junto aos resultados trimestrais, a Ambev anunciou que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento da 1ª parcela de juros sobre o capital próprio (JCP), aprovados em dezembro de 2025.
O pagamento dos JCP da Ambev será feito no dia 6 de abril, no valor bruto de R$ $ 0,075 por ação, equivalente a R$ 0,063 líquidos por ação.
Terão direito aos proventos os acionistas que estavam posicionados na companhia no dia 18 de dezembro na B3. Já para os detentores dos ADRs (American Depositary Receipt) da Ambev nos Estados Unidos, a data-base é 22 de dezembro.
Resultados da Ambev (ABEV3) não empolgam analistas
Apesar de os números terem superado levemente algumas estimativas do mercado, a leitura predominante entre os analistas foi de cautela.
O BB Investimentos classificou o desempenho do quarto trimestre como fraco, destacando retração de volumes em praticamente todas as regiões e pressão sobre a rentabilidade operacional. Para a casa, o lucro menor reflete um cenário ainda desafiador, marcado por custos elevados e demanda enfraquecida.
No Brasil, a queda nos volumes de cerveja e de bebidas não alcoólicas voltou a chamar atenção. Embora a companhia tenha conseguido elevar a receita por hectolitro, o repasse de preços não foi suficiente para compensar integralmente a compressão de margens em algumas divisões.
O BB manteve recomendação neutra para os papéis, avaliando que o preço atual já está próximo do valor justo estimado para 2026. Segundo os analistas, o preço-alvo das ações ABEV3 é de R$ 16, acima da cotação desta quinta-feira.
O Itaú BBA, por sua vez, avaliou que os números vieram ligeiramente acima do esperado, com destaque para a América Latina Sul (LAS) e para ganhos de eficiência em despesas operacionais no Brasil. Ainda assim, o banco pondera que a melhora não altera de forma relevante as projeções para 2026.
Na visão da equipe, o papel negocia a cerca de 16 vezes o lucro projetado, nível que “não parece ser um ponto de entrada convincente” diante do ritmo estimado de crescimento.
O BBA manteve uma recomendação neutra para os papéis e apontou um preço-alvo de R$ 14 para as ações da Ambev (ABEV3), também abaixo do patamar atual.