PMLL11 conclui compra de 29% de shopping por R$ 204 milhões

O fundo imobiliário PMLL11 concluiu a compra de 29% do Shopping Jardim Sul, na zona sul da cidade de São Paulo, por R$ 204,24 milhões. O fechamento ocorreu após a conclusão de duas operações previamente comunicadas ao mercado, formalizando a entrada do ativo no portfólio do veículo.

Com o negócio, o FII PMLL11 passa a deter 8.335 m² de área bruta locável (ABL) do empreendimento. O Shopping Jardim Sul possui 28.741 m² de ABL, foi inaugurado em 1990, no bairro do Morumbi, e conta com 171 lojas. A participação adquirida corresponde, portanto, à fração equivalente dessa metragem dentro do ativo.

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Do preço acertado, R$ 95,42 milhões serão pagos em dinheiro. No fechamento, houve desembolso de R$ 19,08 milhões, e outras duas parcelas, de R$ 38,17 milhões cada, estão programadas para 12 e 18 meses. Esses valores futuros serão corrigidos pelo IPCA, conforme as condições definidas no contrato.

Os R$ 108,82 milhões restantes foram liquidados por compensação com créditos relacionados à obrigação dos vendedores de integralizar cotas na sétima emissão do fundo. Dessa forma, menos da metade do valor total da aquisição será desembolsada em moeda corrente, enquanto o saldo foi equalizado por meio dessa estrutura de compensação.

Projeções de yield e impacto no portfólio

A gestão estima que a fatia adquirida no Shopping Jardim Sul gere yield médio de 11,7% ao ano nos dois primeiros anos. Em um cenário estabilizado, a projeção indicada é de aproximadamente 9,9% ao ano. As estimativas foram apresentadas com base no desempenho operacional recente do empreendimento.

A entrada do ativo altera a distribuição do portfólio. O shopping passa a ser a terceira maior alocação do fundo, elevando a exposição a ativos imobiliários no estado de São Paulo de 35% para 41%. A carteira, portanto, ganha maior peso em um ativo considerado relevante na região onde opera.

Entre os fatores que embasaram a aquisição, a administração destacou a localização do empreendimento e indicadores operacionais superiores à média atual da carteira. Nos 12 meses encerrados em junho de 2026, o shopping registrou vendas de R$ 2.149 por m² ao mês e NOI de R$ 156 por m² ao mês, frente a R$ 1.533 e R$ 98, respectivamente, no portfólio do fundo.

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A ocupação do empreendimento estava em 98,3% em junho, superando os 96,2% observados na média da carteira. Segundo a gestora, o foco do shopping nos públicos A e B, o posicionamento consolidado na região e o fato de a administradora do ativo também atuar como sócia foram pontos adicionais considerados na decisão.

A transação segue a estratégia de ampliar a presença em shoppings dominantes em suas áreas de influência, com potencial de valorização e métricas operacionais mais elevadas. Com a formalização das escrituras de compra e venda, a participação de 29% passou a integrar oficialmente o portfólio do fundo, conforme comunicado.

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Redação Suno Notícias

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