PETR4: veja como foi o desempenho da Petrobras nos últimos 10 anos

Em 2026, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) acumulam valorização de aproximadamente 46%, considerando a cotação de R$ 30,36 no início do ano e o valor atual de R$ 44,36. Quando a análise é ampliada para os últimos 12 meses, os papéis avançam 51,30%, segundo dados consultados no Status Invest nesta sexta-feira (21).

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A estatal é uma das maiores produtoras de petróleo e gás do mundo e tem peso relevante no Ibovespa. Atualmente, PETR4 representa 8,394% da carteira teórica do índice, sendo uma das ações que mais influenciam o desempenho da bolsa brasileira.

No intervalo de dez anos, o avanço também é expressivo. As ações encerraram agosto de 2016 cotadas a R$ 12,85. Na comparação com o valor atual de R$ 44,36, os papéis da Petrobras acumulam valorização nominal de aproximadamente 245%.

O cálculo considera apenas a variação da cotação e não inclui os dividendos e juros sobre capital próprio distribuídos pela companhia ao longo do período. O retorno efetivamente obtido por cada investidor também depende da data e do preço de aquisição das ações.

O que movimentou as ações da Petrobras?

Os últimos dez anos foram marcados por diferentes ciclos do petróleo, mudanças na política de preços dos combustíveis, redução do endividamento, expansão da produção no pré-sal e alterações na estratégia de distribuição de dividendos.

Em 2016, a Petrobras ainda enfrentava os efeitos da elevada dívida acumulada em anos anteriores e das investigações da Operação Lava Jato. Naquele período, a companhia iniciou um processo de venda de ativos, redução de custos e reorganização financeira.

Com o avanço da produção no pré-sal, a valorização do petróleo e a melhora da geração de caixa, a estatal recuperou parte de seu valor de mercado e passou a distribuir volumes mais elevados de proventos. Os papéis, entretanto, continuaram sujeitos à volatilidade provocada pelos preços internacionais do petróleo, pelas decisões sobre combustíveis e pela influência do governo federal, controlador da companhia.

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Nos últimos 12 meses, PETR4 oscilou entre R$ 28,33 e R$ 49,34, conforme o Status Invest. Além da valorização de 51,30% no período, a ação registra alta de 2,97% em agosto.

No segundo trimestre de 2026, a Petrobras obteve lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, crescimento de 97% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 93,8 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional somou R$ 61,8 bilhões, avanço anual de 46%.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo desempenho operacional, pelo aumento do preço do petróleo e pelo recorde de produção própria de óleo no Brasil, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia, 15% acima do registrado no segundo trimestre de 2025.

Além da valorização das ações, os proventos tiveram participação relevante no retorno aos acionistas. Nos últimos 12 meses, a companhia distribuiu R$ 4,3386 por ação, resultando em dividend yield de 9,78%, segundo o Status Invest. Em contraste, o histórico do RI mostra que não houve pagamentos relativos aos exercícios de 2014 a 2017.

É importante destacar que o mercado de ações opera em ciclos e que o desempenho anterior não garante retornos futuros. No caso da Petrobras (PETR4), a trajetória continua ligada aos preços do petróleo, à produção, ao câmbio, aos investimentos, à política de dividendos e às decisões estratégicas da companhia.

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Maíra Telles

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