TRXF11 vende imóveis locados ao Grupo Pão de Açúcar por R$ 109,2 mi
O fundo imobiliário TRXF11, gerido pela TRX Investimentos, firmou compromisso para vender três imóveis localizados em São Paulo e São Caetano do Sul, atualmente locados ao Grupo Pão de Açúcar (GPA). O valor acordado para a transação é de aproximadamente R$ 109,25 milhões, conforme comunicado ao mercado.
O conjunto de ativos inclui um imóvel na Rua Carneiro da Cunha, na Vila Mariana, em São Paulo; dois imóveis nas ruas Doutor César e Coronel Lucio Rosales, no bairro Casa Verde; e unidades nas ruas Maranhão, Pinheiro Machado e Rafael Correa Sampaio, em São Caetano do Sul. Todos seguem locados ao mesmo inquilino.
A alienação projeta um lucro estimado de R$ 34,8 milhões para o TRXF11, equivalente a aproximadamente R$ 0,56 por cota. A operação indica, ainda, uma Taxa Interna de Retorno (TIR) estimada em 13,2% ao ano, segundo a administradora e a gestora.
O preço pactuado está 14,9% acima do último laudo de avaliação dos imóveis e reflete um cap rate de 6,3%, tomando como base os aluguéis hoje pagos pelo locatário. O ágio frente à avaliação anterior reforça o racional econômico da venda, de acordo com as informações divulgadas.
Além do ganho de capital, a gestão aponta que a transação contribuirá para reduzir a alavancagem do fundo. Parte dos recursos obtidos será direcionada à amortização do saldo devedor de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) que financiou a aquisição desses ativos, atualmente estimado em R$ 51,9 milhões.
TRXF11 detalha pagamento à vista e parcelas corrigidas pelo IPCA
Pelos termos acordados, o comprador pagará R$ 54,625 milhões à vista, contra a lavratura da escritura pública de compra e venda. O valor remanescente, também de R$ 54,625 milhões, será quitado em seis parcelas semestrais, iguais e consecutivas, de aproximadamente R$ 9,1 milhões cada, com correção pelo IPCA.
A partir do pagamento do sinal, o comprador fará jus ao recebimento integral dos aluguéis dos imóveis. A conclusão definitiva da operação permanece condicionada à confirmação da viabilidade da aquisição e ao cumprimento das condições precedentes e suspensivas previstas no compromisso.
A expectativa da administradora e da gestora é assinar os documentos definitivos para formalizar a compra e venda em até 90 dias, contados a partir da celebração do acordo. O cronograma considera os trâmites necessários para cumprir as exigências contratuais e regulatórias atreladas à transação.
Para Gabriel Barbosa, sócio e gestor da TRX Investimentos, a iniciativa se insere no plano de reciclagem de portfólio do fundo. “A venda está alinhada à estratégia dos fundos de aproveitar oportunidades para realizar ganho de capital com ativos do portfólio, evidenciando a qualidade e a liquidez dos imóveis, independentemente do locatário ocupante”, afirmou.
Gestão do TRXF11 intensifica reciclagem e diversificação da carteira
Nos meses recentes, o fundo vem ampliando sua atuação em diferentes vertentes do mercado imobiliário, com operações em varejo essencial, logística urbana, shopping centers, saúde, educação e ativos hospitalares. O movimento busca diluir riscos e fortalecer a resiliência da carteira ao longo do tempo.
A estratégia em curso combina a aquisição de novos imóveis com a venda de ativos que registraram valorização, permitindo ao fundo realizar ganhos e redirecionar capital para oportunidades consideradas mais atrativas pela gestão. Com a operação anunciada, o TRXF11 reforça a capacidade de alocar recursos em ativos vistos como mais estratégicos, mantendo disciplina na gestão de passivos.
Segundo a gestora, a combinação de realização de capital, cap rate de 6,3% e TIR estimada em 13,2% ao ano sustenta o racional econômico da alienação dos imóveis locados ao GPA. A destinação de parte dos recursos para reduzir o saldo do CRI de R$ 51,9 milhões também deve melhorar o perfil de alavancagem do portfólio.
Ao fim do processo, se concluídas as condições pactuadas, a venda por R$ 109,25 milhões deve contribuir para consolidar a política de reciclagem do fundo, mantendo o foco na eficiência operacional e na evolução gradual da carteira. A administração seguirá comunicando ao mercado os próximos passos até a assinatura dos documentos definitivos.