Embraer (EMBJ3) bate recorde bilionário e mira novo salto com aviões de defesa

A Embraer (EMBJ3) não está só com agenda cheia: está com fila recorde no hangar. A fabricante brasileira encerrou o 2T26 com uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões, o maior valor já registrado pela companhia e o sétimo recorde consecutivo do indicador. Para a Embraer, o número reforça um ciclo positivo puxado por aviação comercial, defesa, serviços e jatos executivos.

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O valor representa alta de 16% em relação ao mesmo período do ano passado e crescimento de 7% frente ao trimestre anterior.

Na avaliação do Banco Safra, o resultado confirma a força da demanda pelos produtos da companhia e mostra uma carteira cada vez mais diversificada, com crescimento em diferentes frentes de negócio.

Defesa e serviços puxam recorde da Embraer

Os maiores destaques do trimestre vieram das áreas de Defesa & Segurança e Serviços & Suporte.

Na divisão de defesa, a carteira de pedidos chegou a US$ 6,1 bilhões, avanço de 42% na comparação anual e de 39% em relação ao trimestre anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo acordo com a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos para a compra de 10 aeronaves C-390 Millennium.

Já a área de Serviços & Suporte alcançou US$ 5,5 bilhões em contratos, também um recorde. O valor representa alta de 12% em um ano e de 8% frente ao 1T26.

Entre os contratos anunciados no período estão um acordo de suporte de longo prazo com a Jazz Aviation e um novo contrato para apoio à frota atual e futura de aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira.

Aviação comercial e executiva também crescem

A aviação comercial manteve crescimento mesmo em um ambiente mais difícil para as companhias aéreas. A carteira do segmento chegou a US$ 15,1 bilhões, alta de 15% em relação ao 2T25 e avanço de 1% ante o trimestre anterior.

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O desempenho foi sustentado pelo pedido firme da Azorra para 15 aeronaves E195-E2. Para o Safra, esse crescimento é relevante porque acontece em um momento de pressão sobre a rentabilidade das companhias aéreas, especialmente por causa dos custos de combustível.

Na aviação executiva, a carteira de pedidos atingiu US$ 7,8 bilhões, alta de 5% na comparação anual e de 3% frente ao 1T26. Considerando opções de compra, o potencial total do segmento chega a cerca de US$ 13,2 bilhões.

A Embraer (EMBJ3) também entregou 65 aeronaves no segundo trimestre, 7% acima do registrado um ano antes. Foram 20 aviões comerciais e 45 jatos executivos das famílias Phenom e Praetor. O segmento de defesa não teve entregas no período.

O Safra destaca ainda que parte dos anúncios feitos durante o Farnborough Airshow ainda não entrou nos números do 2T26. Caso esses pedidos já estivessem contabilizados, a carteira da aviação comercial chegaria a cerca de US$ 16,1 bilhões, e a carteira consolidada da Embraer alcançaria aproximadamente US$ 35,5 bilhões.

Além disso, a carteira de defesa ainda não inclui futuras encomendas relacionadas à seleção do KC-390 por países como Eslováquia e Lituânia, já que os contratos ainda não foram formalizados.

Com carteira recorde, crescimento em diferentes segmentos e novas oportunidades ainda fora da conta, a Embraer (EMBJ3) segue bem posicionada para sustentar um ciclo positivo de receitas nos próximos anos.

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Maíra Telles

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