Fundo imobiliário mais que dobra resultado em junho; confira os valores

O fundo imobiliário PCIP11 apurou resultado distribuível de R$ 18,903 milhões em junho, alta de 147% frente a maio. No período, as receitas somaram R$ 3,887 milhões e as despesas ficaram em R$ 1,217 milhão.

O resultado distribuível foi de R$ 1,11 por cota, já contemplando um impacto negativo de R$ 0,08 por cota. Esse efeito decorre da integralização, com deságio, da posição total do CRI Cortel II A — tanto a parcela sênior quanto a subordinada — no FII CTA.

O deságio foi apurado com base no valor recuperável do ativo, antecipando uma potencial perda da operação. O rendimento anunciado foi de R$ 1,07 por cota, com pagamento em 15 de julho de 2026. Como o fundo gerou mais do que distribuiu, os rendimentos do PCIP11 elevaram a reserva acumulada para R$ 0,61 por cota ao fim de junho.

Na cotação de fechamento de R$ 78,50, o provento corresponde a um dividend yield mensal de 1,36%, ou 16,4% anualizado. Pela cota patrimonial de R$ 91,88, o yield anualizado é de 14,0%. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições previstas na legislação.

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Movimentações da carteira do PCIP11

O fundo encerrou junho com 94,0% do patrimônio líquido alocado, dos quais 86,6% em CRIs e operações estruturadas. Esse bloco remunera, em média, 16,6% ao ano, ou IPCA + 10,8% ao ano, com prazo médio de 3,5 anos e spread médio de 2,1% ao ano. O caixa representava 6,0% do PL.

A carteira de crédito reúne 81 CRIs e cinco operações estruturadas. Do total, 93% estão atrelados ao IPCA, 4% ao CDI, 3% ao IGP-M e 1% em prefixado. No consolidado, o portfólio apresenta yield nominal de 16,2% ao ano, ou IPCA + 10,5%, e prazo médio de 3,3 anos.

Em junho, houve reforço de posições. O CRI Swiss Park recebeu um aporte adicional de R$ 7,1 milhões, a IPCA + 10,0% ao ano, enquanto o CRI Visconde recebeu R$ 5,5 milhões, a IPCA + 13,0% ao ano. Na outra ponta, o FII encerrou a posição no CRI KeyCash Sênior, no montante de R$ 5,6 milhões.

A alocação está distribuída em 15 segmentos, com maior exposição a varejo (20%), pulverizado (15%) e financiamento à construção (13%). Na sequência vêm logística (10%), loteamento (9%), shopping (8%) e educacional (7%). Por região, São Paulo concentra 40% da carteira de CRIs. O fundo mantém ainda exposição oportunística a oito FIIs de crédito, equivalentes a 7,4% do patrimônio, com yield nominal de 16,3% ao ano.

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Desconto e desempenho do PCIP11 na bolsa

No mês, a cota recuou 5,1%, enquanto o ano acumula -1,4%. Desde o início, a valorização é de 86,7%, o que equivale a 9,8% ao ano no período.

O patrimônio líquido totaliza R$ 1.563,1 milhões, ou R$ 91,88 por cota, e o valor de mercado está em R$ 1.335,4 milhões, ou R$ 78,50 por cota. Com isso, o fundo é negociado a 0,85 vez o patrimônio.

Na média de 12 meses, a distribuição foi de R$ 0,91 por cota, e os R$ 1,07 pagos em junho reforçam o histórico recente do PCIP11.

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Redação Suno Notícias

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