Nu Asset lança três ETFs de renda fixa IPCA+

A Nu Asset ampliou sua linha de ETFs de renda fixa com o lançamento de três fundos negociados na B3 que oferecem exposição a títulos públicos indexados à inflação. O NB0211, NB0511 e NB1011 foram estruturados para manter durations-alvo de dois, cinco e dez anos, respectivamente, permitindo que o investidor escolha o trecho da curva de juros reais ao qual deseja se expor.

Os ETFs passam a integrar uma nova família de índices desenvolvida pela B3 para acompanhar diferentes vencimentos dos títulos Tesouro IPCA+ (NTN-Bs). Segundo a gestora, o principal diferencial dos fundos é a manutenção de uma duration constante, característica que busca preservar o perfil de risco do investimento ao longo do tempo.

Nos ETFs tradicionais de inflação, que normalmente acompanham índices amplos como o IMA-B, a duration da carteira muda conforme os títulos públicos evoluem e novas emissões passam a compor o índice. Nos novos fundos da Nu Asset, a carteira é rebalanceada periodicamente para manter a exposição próxima ao horizonte originalmente escolhido pelo investidor.

“O mercado de ETFs no Brasil está amadurecendo rapidamente e, com isso, cresce a busca dos investidores por soluções mais específicas, que realmente façam sentido para seus objetivos. É um momento atrativo para investir em renda fixa, e o lançamento de produtos com diferentes objetivos nasce justamente desse contexto, em que soluções mais bem direcionadas ganham protagonismo”, afirmou Andrés Kikuchi, diretor executivo da Nu Asset.

Como funcionam os novos ETFs

Cada ETF investe em uma carteira formada por cinco títulos públicos federais indexados ao IPCA (NTN-Bs). Segundo a gestora, metade da carteira é concentrada em um “título âncora”, cujo vencimento está mais próximo da duration desejada, enquanto os demais recursos são distribuídos entre outros quatro papéis selecionados pela liquidez.

A estratégia busca manter o comportamento da carteira compatível com o prazo escolhido pelo investidor, sem que ele precise realizar ajustes manuais ao longo do tempo.

“Com os três novos ETFs, a gente traz uma ferramenta de investimento, que funciona como um sistema de alocação para títulos públicos atrelados ao IPCA, em três pontos da curva”, acrescentou Kikuchi.

Características dos fundos

O NB0211, NB0511 e NB1011 estreiam na B3 com cota inicial de R$ 50, liquidez em D+1 e taxa global de administração de 0,19% ao ano.

Assim como outros ETFs de renda fixa, os fundos não possuem cobrança de come-cotas. A tributação ocorre apenas na venda das cotas, com alíquota única de 15% de Imposto de Renda, independentemente do prazo da aplicação.

Segundo a Nu Asset, a estrutura busca oferecer uma alternativa para investidores interessados em proteger o patrimônio contra a inflação, ao mesmo tempo em que permite selecionar o nível de sensibilidade às oscilações das taxas de juros reais.

B3 cria novos índices de Tesouro IPCA+

O lançamento dos ETFs acompanha a criação, pela B3, de três novos índices de renda fixa voltados ao acompanhamento de diferentes trechos da curva de juros reais brasileira.

Os indicadores são compostos exclusivamente por NTN-Bs e passam por rebalanceamentos trimestrais para preservar as durations estabelecidas em suas metodologias.

“Os lançamentos reforçam a capacidade da B3 de refletir diferentes perfis de prazo e risco dentro do universo dos títulos públicos. Os novos índices podem ser utilizados como referência por investidores, gestores de recursos, administradores de fundos, emissores de produtos financeiros e demais participantes do mercado que buscam acompanhar o comportamento de segmentos específicos da curva de juros reais brasileira”, afirmou Hênio Scheidt, gerente de Produtos da B3.

Com os novos produtos, a Nu Asset amplia sua atuação no mercado de ETFs, onde já oferece fundos de estratégias como dividendos, smart beta, crédito privado global com hedge cambial e Bitcoin por meio de contratos futuros. Segundo a gestora, a casa administra cerca de R$ 7 bilhões em ativos, distribuídos entre 26 fundos de investimento e aproximadamente 1,3 milhão de cotistas.

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Guilherme Serrano Silva

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