Ibovespa fecha estável com apoio de Petrobras (PETR4), mas encerra semana em queda

O Ibovespa conseguiu driblar a aversão global ao risco nesta sexta-feira (17) e encerrou o pregão praticamente estável, sustentado pela forte alta das ações da Petrobras (PETR3; PETR4). O principal índice da B3 fechou com leve queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, após oscilar entre a mínima de 173.285 pontos e a máxima de 174.505 pontos. No acumulado da semana, porém, o índice recuou 2,33%.

O mercado operou sob influência das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, da repercussão do tarifaço americano sobre produtos brasileiros e da realização de lucros nas ações de tecnologia em Wall Street.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1109, refletindo o aumento da aversão ao risco global diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da busca dos investidores por ativos considerados mais seguros.
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Petrobras (PETR4) segura o Ibovespa

As ações da Petrobras (PETR4) avançaram 2,53%, enquanto PETR3 subiu 2,62%, acompanhando a disparada de quase 5% do petróleo no mercado internacional. O movimento foi decisivo para limitar as perdas do Ibovespa.

Vale (VALE3) encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,05%, após passar boa parte da sessão em queda.

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Entre os bancos, o desempenho foi negativo. Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,39%, pressionando o índice.

Na ponta negativa ficaram principalmente as ações mais sensíveis aos juros. Vivara (VIVA3) caiu 3,90%, seguida por MRV (MRVE3), com baixa de 3,31%, Direcional (DIRR3), que perdeu 2,75%, e Yduqs (YDUQ3), com recuo de 2,60%.

O mercado iniciou o dia em tom mais positivo, mas perdeu força durante a tarde após a notícia de que os Estados Unidos enviariam aviões de reabastecimento para Israel, aumentando as expectativas de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

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Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o conflito entre Estados Unidos e Irã segue pressionando os ativos diante da incerteza sobre uma solução no curto prazo. O especialista destaca que, apesar da leve alta do minério de ferro e do petróleo, os juros futuros e o dólar permaneceram pressionados no mercado doméstico, enquanto a bolsa perdeu força ao longo do pregão.

Na avaliação de Josias Bento, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital, a combinação entre as tensões geopolíticas, o tarifaço dos Estados Unidos e a divulgação do IBC-Br reforçou a cautela dos investidores. Segundo ele, o cenário reduz o apetite por risco nos mercados emergentes e mantém a expectativa de juros elevados por mais tempo no Brasil, o que continua pressionando empresas mais sensíveis ao crédito e ao consumo.

Para a próxima semana, o mercado deve acompanhar as negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre as tarifas, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) e as prévias operacionais de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que antecedem o início da temporada de balanços.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quinta-feira (16), foi de 173.825,27 pontos, com queda de 1,24%.

Maíra Telles

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