Copel (CPLE3) ganha fôlego para dividendos, e analistas veem retorno de 41%

A Copel (CPLE3) atualizou sua política de dividendos e deu mais flexibilidade para manter pagamentos aos acionistas enquanto executa novos investimentos. Segundo relatório do BTG Pactual, a companhia definiu uma alavancagem-alvo de 2,9 vezes dívida líquida sobre Ebitda, ante 2,8 vezes na política anterior, anunciada em maio de 2025.

A mudança no alvo foi considerada marginal pelos analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz. O ponto mais relevante, na avaliação do banco, está no prazo maior para a Copel (CPLE3) voltar ao nível de alavancagem desejado.

Antes, a empresa tinha 24 meses para retornar ao alvo. Agora, a nova política permite um período de até 48 meses, a partir de dezembro de 2026, ou seja, até dezembro de 2030.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2026/07/A3-Lead-Magnet-1420x240-1-png.webp

Copel (CPLE3) amplia margem para pagar dividendos

A nova política também prevê que a Copel (CPLE3) possa operar dentro de uma faixa de alavancagem entre 2,6 vezes e 3,2 vezes dívida líquida sobre Ebitda. Antes, o intervalo era de 2,5 vezes a 3,1 vezes. Para o BTG, esse prazo maior é relevante porque dá mais espaço para a companhia manter dividendos enquanto executa investimentos ligados aos projetos conquistados no recente leilão de capacidade.

Esses projetos envolvem expansões nas hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, com início de operação esperado para agosto de 2030.

Dividendos devem somar R$ 6,5 bilhões em dois anos

O banco manteve recomendação de compra para Copel (CPLE3), com preço-alvo de R$ 19 por ação, ante cotação de R$ 14,26 considerada no relatório. O potencial de valorização é de 33,2%.

Considerando também o dividend yield projetado de 7,5%, o retorno total esperado chega a 40,7%.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Nas estimativas do BTG, a Copel (CPLE3) deve distribuir R$ 3,4 bilhões em dividendos em 2026 e R$ 3,1 bilhões em 2027. Esses valores implicam dividend yields de 7,5% e 6,9%, respectivamente.

Os analistas também destacam que a distribuidora da companhia recebeu aprovação de uma revisão tarifária considerada favorável, já incorporada às estimativas do banco.

Segundo o relatório, a Copel (CPLE3) deve encerrar 2027 com alavancagem de 3 vezes dívida líquida sobre Ebitda, nível ainda compatível com a nova política de dividendos, especialmente diante do prazo mais longo para desalavancagem.

Maíra Telles

Compartilhe sua opinião